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EXPOSIÇÃO | SEMINÁRIO | PERFORMANCES | OFICINAS & VIVÊNCIAS

EXPOSIÇÃO: o que vibra e faz vibrar

O QUE VIBRA E FAZ VIBRAR

A exposição “o que vibra e faz vibrar” apresenta o som em uma operação dupla do afetar e ser afetado. As obras e performances articulam a vibração por meio da materialidade, do território, da recombinação tecnológica e da coletivização da escuta.

A materialidade do som se manifesta por exemplo nas linhas suspensas da obra SOAR tornando a vibração inaudível visível, enquanto Pacha faz a areia tremer por meio de frequências telúricas, convidando o visitante a uma experiência tátil. Transmutasom, explora a sonoridade do ferro mediante os processos alquímicos da forja e do encantamento dos minerais. Em Pé do ouvido as orelhas são suspensas pelo travesseiro entre o sonho e a vigília, ao sussurrar memórias do caminhar e as cantorias de um corpo em travessia. Ao mesmo tempo, em algo vermelho, o toque delicado na máscara de espinhos do fruto de urucum pulsa tonalidades orgânicas. Em suco-sulco, o fluxo sonoro se materializa na publicação em papel, onde a leitura flui por sulcos e a escuta se revela matéria viva a ser sorvida.

Diferentes vozes vibram e fazem vibrar o território da Baía de Guanabara. Gás Lighting expõe a distorção eco-sônica e o ruído das plataformas flutuantes de extração mineral que vociferam a crise socioambiental, enquanto El Grito de la Tierra nos engaja em uma convocação coletiva, unindo vozes pelo clamor do planeta. Na obra Pé-de-mar e baleia, um microfone ancorado ao pé da baía ouve o balanço do mar e, ao captar a maré subindo, faz emergir o canto da Jubarte no convés da galeria. Baixada Sonora sugere uma arqueologia sensorial de Duque de Caxias, fazendo soar camadas de memória dos povos locais. Já Andarilhagem Sonora convida o público a andar pelo entorno da baía, ativando a escuta e a imaginação por meio de narrações fabulativas e composições.

No âmbito da recombinação tecnológica, a gambioluteria — a criação de instrumentos pautada pela lógica da gambiarra — dá origem a um conjunto de invenções sonoras. Em Gavetolão de Jangarandá, cordas esticadas sobre uma gaveta tensionam e desafiam a imaginação acústica. Berimbau Luz reconfigura o instrumento tradicional da capoeira ao integrá-lo a circuitos eletrônicos e objetos luminosos industriais. De modo complementar, Dueto de Berimbau interpreta o instrumento enquanto tecnologia ancestral, performando-o em um gesto rítmico de caráter atemporal. Frescosom, acopla captadores nas raquetes de frescobol convertendo a brincadeira em um happening sônico. No jogo-instrumento Vassago não existe tela, o jogador navega pelo espaço guiado exclusivamente pela escuta. Em Cibermulher Vitruviana, celulares fixados na dançarina constituem um corpo-ciborgue que sonificam os movimentos, compondo uma singular cinesfera sonora.

A escuta é performada em diferentes obras. Coletivizar o ato de escuta desloca a experiência isolante e isolada do ouvir. Nas performances musicais — Tropicaliente, cold fresh air e Iwao convida Outronde e Improvisatórios — escutar junto é um ato de compartilhar o tempo e sincronizar experiências de atenção coletiva. Por sua vez Escultatório propõe um dispositivo de escuta coletiva e ao mesmo tempo agente de sua coletivização. CelularCoral: Dissimulation #5 propõe ressignificar a lógica dispersiva e isolante dos smartphones, provoca uma outra forma de conectividade do coletivo para compor um coro maquínico. Nessas obras, a ação coletiva determina a operação do dispositivo, ao mesmo tempo em que a própria escuta se desloca do ato individual para a coletivização da escuta.

Entre o visível e o inaudível, as obras aqui reunidas apresentam o som como “matéria”, a escuta como modo de estar presente, aqui e agora, atento ao que vibra e ao que faz vibrar.

curador Giuliano Obici

ALGO VERMELHO | BE DA MATTA GOYTAKÁ | 2026
algo vermelho é uma obra que começou com o desejo de trazer a delicadeza do toque, som e manuseio do urucum e foi se desdobrando em um mimetismo-performance com o fruto, que também se transformará em vídeo arte exibida em tela junto com a máscara.
ANDARILHAGEM SONORA - PRÓLOGO PARA A BAÍA | MARI ABREU | 2026
Esta peça sonora ou Andarilhagem Sonora pode ser um "espetáculo para os ouvidos", ou um "curta para os ouvidos". Ativando a escuta e a imaginação através de narrações fabulativas e composições, a pessoa espectadora-público é convidada a andarilhar tendo como site-specific a Baía de Guanabara.
BERIMBAU LUZ | GIULIANO OBICI | 2026
Berimbau Luz é uma reinvenção do instrumento de corda percussivo da capoeira, feito com tubos luminosos que reagem ao tocar. Guiado pela gambioluteria, construção de instrumentos sonoros orientados pela gambiarra, o instrumento é construído com objetos orgânicos (cabaça, sementes, palha, pedra), minerais forjados no fogo (arame, metais e imãn), objetos industrializados animados pela corrente elétrica (luz tubular, alto-falante) articulados através de códigos digitais (micro-controlador).
CELULARCORAL: DISSIMULATION #5 | GIULIANO OBICI | 2026
Peça para múltiplos dispositivos localmente situados CelularCoral: dissimulation#5 é uma obra participativa para múltiplos celulares localmente situados. A obra convida o público a formar um grupo, sincronizar os aparelhos e tocarem juntos. O trabalho é uma releitura de "Laptop Coral", originalmente concebida para computadores em 2012 e executada no festival Wien Modern na Áustria. Adaptada aos tempos da tecnologia móvel, os laptops cedem lugar aos celulares. Os aparelhos moveis se tornam ventríloquos de um coro maquínico. A obra propõe desindividualizar a escuta e o uso dos aparelhos móveis, propor um tempo de atenção através de uma ação coletiva, coordenada e mediada pelos aparelhos. O resultado é a criação de um simulacrum polifônico e uma audiência dissimulada. O público é convidado a rearticular a isolante pervasividade tecnológica dos aparelhos, para se reconectar localmente em grupo através de uma experiência de escuta atenta, compartilhada e paradoxalmente dissimulada. Ficha técnica: Autor: Giuliano Obici Ano: 2026. Dados técnicos: programação web. Desenvolvedor: Filipe Britto. Voz: Salome Kammer interpretando solo de "Bare Branches" de Pia Palme.
EL GRITO DE LA TIERRA | COLECTIVO REFLUXUS Y PAVEL SHALNOV | 2026
O Mapa Sonoro colaborativo "El Grito de la Tierra" é uma obra inaugurada como parte da programação da segunda edição do Chicharra Festival Nômade de Escuta realizado no México em 2026. Mediante uma chamada aberta recebemos mais de 40 peças sonoras refletindo gritos situados dos 5 continentes: América, Africa, Europa, Asia e Oceania. A obra hospedada em um website continua indefidamente recebendo peças sonoras. O Colectivo Refluxus também participa com suas obras situadas desde a Baía de Guanabara, Haifa e Italia. A Terra esta em colpaso ambiental e em cada grito situado revela um pouco as relações locais e a necessidade global de nos reconectarmos e nos escutarmos. Grita!
ESCULTÁTORIO | ATELIÊ ENTREABERTO | 2026
O Escultatório é um objeto de escuta criado coletivamente pelo Ateliê Entreaberto. Seu nome é inspirado no Falatório, de Stela do Patrocínio. Nasce de nossa pesquisa sobre diferentes modos de escutar, entendendo a escuta como uma experiência coletiva, polifônica, corporal e relacional. Construído por muitas mãos, o objeto é formado por uma rede de tubos flexíveis, orifícios e conexões que criam diferentes percursos para vozes, ruídos e vibrações. Algumas de suas extremidades são usadas para falar; outras, para escutar. Não existe um único lugar de emissão ou recepção: os sons atravessam o objeto em fluxos simultâneos, sobrepostos e imprevisíveis, formando um circuito sonoro em constante transformação. O Escultatório também pode ser vestido, enrolado e apoiado sobre o corpo. Assim, a experiência não acontece apenas pela fala e pela audição: as vibrações produzidas pelas vozes percorrem os tubos e podem ser sentidas na pele e em diferentes partes do corpo. Ao ser vestido, o objeto modifica os gestos, aproxima os participantes e cria novas relações entre quem fala, quem escuta e quem sente. Mais do que um dispositivo acústico, o Escultatório é um objeto a ser descoberto por meio do uso. Ele convida os participantes a falar, escutar, vestir, tocar e sentir, experimentando outras formas de atenção, presença e convivência. A escuta deixa de ser individual e linear para tornar-se um exercício coletivo de composição, no qual corpos, vozes, movimentos e vibrações se atravessam.
GÁS LÍGHTÍNG | MALU HATOUM E FILIPE BRITTO (COORD.) | 2025
Audiovisual generativo concebido com material coletado da Expedição-oficina a Baia de Guanabara em 2025, que contou com 13 artistes sonoros e visuais do Brasil, Alemanha e Argentina, durante 4 dias de oficina. A partir do material coletado durante a expedição de 8h, o grupo recorre todo o material gravado, fotos, videos e áudios e decide que cada artista faria a curadoria de seu proprio material a partir de frames e audios de curta duração. Um código python foi escrito para rodar aleatoriamente os arquivos combinados, gerando videos que não se repetem. A expedição percorreu um circuito entre as plataformas de gas e petroleo da Baia de Guanabara e a Ilha de Paquetá no intuito de registrar esse ecossitema ocupado e que sofre com poluição sonora e química, sendo sua degradação silenciada pelas grandes empressas. Artistas e artistes TripulantesBe da Matta Goytaká Drika Moreno Mari Abreu Nubia Mobo Anna Shpak Jella Jess Camila Millán Philippe Derlien Bruno C. Hanstenreiter Anna van Barsen Felipe Baulini; Barqueiro Boca.
GAVETOLÃO DE JANGARANDÁ | GRUPO SONORO DA CASA JANGADA | 2026
Depois de sermos atravessados por um vídeo de pessoas tocando umas cordas colocadas sobre árvores emitindo sons análogos a uma harpa, derivamos pelas ruas atrás de um objeto que nos lançasse na aventura de criar um instrumento diferente. Colocamos um aviso na geladeira da Casa: Procura-se gaveta! Ativamos as antenas dos frequentadores e eis que surge um dia uma bela de madeira maciça nos provocando tamanho desafio. Horas a fio entre marteladas, pipocas, vozes, cordas, futebol, bocejos, o som mais antigo do mundo... Não toque sozinho!
PACHA | OZZO UKUMARI E RODRIGO RAMOS | 2026
PACHA (Rodrigo Ramos e ozZo ukumari) Pacha — terra, mundo, território, em quéchua. Pacha é uma obra de arte sonora e escultura em madeira realizada em colaboração entre o artista brasileiro Rodrigo Ramos e o artista boliviano ozZo ukumari. A obra estabelece um diálogo entre matéria, território e vibração. A obra é composta por uma escultura de aproximadamente 1 metro de altura, pertencente à série Levedades, de ozZo ukumari, caracterizada por formas antropomórficas, lânguidas e curvilíneas, instalada sobre uma base de madeira contendo areia boliviana. Rodrigo Ramos desenvolve a composição sonora a partir da frequência fundamental de 7,83 Hz, associada à chamada Frequência de Schumann, e de frequências ressonantes subsequentes: 14,3 Hz, 20,8 Hz, 27,3 Hz e 33,8 Hz. Por meio de transdutores táteis acoplados à estrutura, as frequências são convertidas em vibrações mecânicas e transmitidas à base da escultura, provocando o deslocamento da areia e tornando visualmente perceptível a ação do som sobre a matéria. A obra incorpora a participação direta do público, que pode tocar a escultura e perceber as vibrações por condução tátil. Dessa forma, Pacha propõe uma experiência de escuta expandida, integrando percepção auditiva, visual e corporal.
PÉ DO OUVIDO | GABRIEL MARTINHO E GABRIELA SERFATY | 2026
Esta instalação nasce durante uma residência de arte sonora. Nesse contexto, vivenciamos uma longa caminhada, inicialmente em silêncio, acompanhados por um travesseiro com suas alças, concebido como um objeto de deslocamento. Nesse gesto, o corpo atravessa o percurso levando consigo sonhos, devaneios e, sobretudo, o sons dos passos com seu próprio ritmo sonoro. O Travesseiro atua como um dispositivo de escuta; ao longo do deslocamento, sua presença reorganiza a percepção sonora, fazendo emergir os sons produzidos pelos passos, bem como os ruídos advindos do esforço e do cansaço corporal. O som que é captado vem das sensações e se torna também paisagem, uma experiência em que a paisagem sonora encontra a fisicalidade do caminhar. Em seguida, rompemos com o silêncio e permitimos que novas palavras surjam do esgotamento. Entramos em um jogo de línguas que emerge do caminhar, onde a gravação não apenas registra mas também transforma nossos corpos cansados. Aos poucos, surgem fragmentos, enunciações, cantorias que passam a compor a obra sonora que agora se torna uma instalação unindo o travesseiro que carregamos e os áudios coletados na experiência.
PÉ-DE-MAR E BALEIA: CANTO E CONTRACANTO DO FUNDO E DA BEIRA | TATO TABORDA | 2026
A instalação “Pé-de-mar e baleia” é um desdobramento de “Pé-de-mar”, uma instalação sonora na orla do Gragoatá tocada pelo movimento das ondas. Ativa nos períodos de maré cheia e captada em tempo real, suas sonoridades são trazidas ao interior da galeria onde, ao sabor das marés, convocam vocalizações graves de uma baleia Jubarte gravadas à grande profundidade.
SOAR | GIULIANO OBICI (COORD.), ANNE SANTOS, BE DA MATTA GOYTAKÁ, LEO ALVES VIEIRA, MARCELA TREVISA, MICAIO LIMA, RODRIGO RAMOS | 2026
SUCO-SULCO | SUCO-SULCO | 2025
A publicação suco-sulco foi desenvolvida na oficina Laboratório de leituras, ranhuras, escritas e escutas (8h), ministrada por Raquel Stolf (coordenação/org.), Ariane Oliveira, Claudio Moreira, Djuly Gava, Gabriel Villas, Juliana Silva, Juliano Ventura, Luana Navarro, Sarah Uriarte, doutorandos/as do PPGAV/UDESC, no IACS - UFF, em Niterói, dentro da programação do IV SOMARUMOR – Encontro Latino-Americano de Arte Sonora – 2025. A oficina propôs contactar e refletir acerca de projetos sonoros e publicações que articulam processos de escrita, operações de leitura (sob volumes de voz) e práticas de escuta (espécies e posições de escutas), catalisando 4 blocos de exercícios de escrita/escuta a partir dessas produções. Foi proposta a construção de micro-peças sonoras, proposições impressas e registros de leituras, que foram editadas, compiladas e apresentadas na publicação impressa/sonora suco-sulco, veiculada também no projeto escuta-dobradiça, na Sala de leitura | Sala de escuta, em parceria com a publicação anecoica (https://anecoica.org/).
TRANSMUTASOM: PROCESSOS ALQUÍMICOS | JOÃO VICTOR TAVARES DA SILVA, MIRIAN ALVES | 2026
Transmutasom: Processos Alquímicos, é o assentamento, em vídeo arte, do processo de limpeza e restauração dos ferros enferrujados que serão os instrumentos bendados. A concepção desse trabalho reside na interseção entre os conceitos de Encantamento (Rufino, 2019) e Gambioluteria (Obici, 2018). Nesse sentido, o vídeorito selará, hermeticamente, a aura ritualística do processo, com o uso de celulares e câmeras dispostos em relação entre si. Ademais, o processo será ritmado por sonoridades férreas compostas e editadas. Caixas de som, celulares, câmeras, enxada, serrote, vinagre, softwares, velas, ervas, mel e dendê formarão os materiais desse trabalho.
VASSAGO | PEDRO RUBACK DA SILVA | 2026
Vassago é o nome do terceiro Daemon descrito no primeiro grimório d'A Chave Menor do Rei Salomão (Legemeton) Ars Goetia, datado do século XII. É um príncipe de natureza bondosa, conjurado para a divinação, revelação de eventos futuros, passados, e para encontrar coisas ocultas. Em versões contemporâneas Vassago também é representado cego no plano material pois só teria capacidade de enxergar em uma dimensão mais sutil. Este trabalho se propõem a refletir as limitações e fronteiras de jogos digitais como mecanismos algorítmicos de sujeição enfatizando o regime de escuta em uma tecnologia primariamente visual. O 'vídeo' em 'videogames' tende a expressar bem essa ideia. Se fazendo valer de novas tecnologias e softwares que possibilitam uma escuta digital baseada em repetições, distorções, bricolagem sonora, o trabalho sonoro mescla técnicas de gravações de campo e de caminhada sonora e as torna a própria mecânica central do jogo. O que resta para o jogador é o estímulo a uma escuta porosa, orientar-se de um ponto a outro pelos elementos sonoros de objetos escondidos por uma tela preta.

SEMINÁRIO

23SET

Auditório das Pós IACS-UFF

10h | (IM)Corporações Femininas em Realidade Estendida: A imaginação como corporeidade digifeminista | Marcela Trevisan

Apresentação de uma breve anamnese da trajetória das pesquisas acadêmicas da doutoranda Marcela C. Trevisan, tendo como objetivo proporcionar melhor compreensão a respeito da questão da investigação intitulada (IM)Corporações Femininas em Realidade Estendida: A imaginação como corporeidade digifeminista. Remonta-se o trajeto e as reflexões e conclusões desde o seu ingresso na academia, chegando nos primeiros apontamentos em torno do doutoramento em Estudos Contemporâneos da Arte. O caminho percorrido gira em torno de conceitos e discussões dentro da cultura digital, do corpo em performance e dos feminismos, tendo autoras/es como referências que seguem mantendo-se como pilares de uma estrutura um tanto transdisciplinar e que passeia por diferentes linguagens artísticas. Acredita-se que a pesquisa encontra caminhos possíveis através da expansão da presença, dos lugares de fronteira e da imaginação corporalizada.

10h30 | Chicharra Festival Nómada de Escucha: Agente de Escucha de Territorios desde una Perspectiva Ecosófica Radical | Malu Hatoum, Ebe Giovannini

O Coletivo Refluxus trabalha desde 2019 no campo da Arte Sonora, principalmente com ecologia acústica, de forma transdisciplinar. Concebemos e produzimos o Festival Chicharra Nômade de Escuta, que dinamiza a instalação de uma Zona Autônoma Temporária. Hakim Bey refere-se a ZAT como a ciência da psicotopologia da vida cotidiana, ou a busca por "espaços" (geográficos, sociais, culturais, imaginários) com potencial para florescer como zonas autônomas, uma vez que esses espaços estejam relativamente abertos. Ambas as edições do Festival focam em questões relacionadas à ecologia e aos problemas locais e globais do colapso climático que enfrentamos. Encontramos espaços físicos temporários ou digitais atemporais que constituem pequenas insurreições contra o regime da monocultura semiótica capitalista. Um festival de arte sonora independente e colaborativo.

11h | Arte em movimento: reflexões sobre a animação enquanto prática artística contemporânea | Rafael Costa de Melo

O trabalho consiste em uma fala na qual pretendo apresentar a pesquisa de mestrado ""Arte em movimento: uma investigação teórico-crítica sobre as práticas de animação na arte contemporânea"" , realizada no PPGCA-UFF. A partir da observação de uma presença cada vez maior de animações no circuito expositivo das artes visuais, a pesquisa tem por objetivo entender quais são as características desta produção e quais são as implicações desse movimento de deslocamento da animação das telas de TV e cinema em direção às galerias e museus, tanto para o público quanto para os artistas. Considerando as limitações de tempo, pretende-se apresentar um panorama sobre as questões centrais e resultados desta investigação.

11h30 | Dentro do Conceito: Jogos Digitais, Ecologia do Universalimos e Mobilidade Através de Conceitos | Pedro Ruback da Silva

A apresentação pretende enquadrar jogos digitais dentro da discussão sobre arte conceitual. Busca oferecer um breve repertório contemporâneo sobre filosofia dos conceitos e objetos digitais, de Yuk Hui, Reza Negarestani e Ray Brassier, como forma de investigar os jogos digitais como produtos culturais que estabilizam conceitos, mas ao mesmo tempo o fixam dentro de um determinado espaço formalizado. Os jogos digitais e sua forma artística como objeto, argumento, evidenciam conceitos universalizantes e como eles operam para instruir a diferença (subjetiva, de local) em função da “jogabilidade”.

14h | Ondas curtas de rádio - Comunicação e escuta para além das big techs | Leo Alves

Comunicação sobre a utilização de rádios de onda curta, suas comunidades internacionais, seus usos políticos ou meramente práticos e informacionais. Reflexão também sócio econômica acerca desse tipo de meio, cujas frequências de longa distância que cobrem o globo independem da mediação das bigtechs.

15h30 | Tactus - Cuerpos resonantes | Rodrigo Ramos

O seminário apresentará a pesquisa artística e acadêmica de Rodrigo Ramos sobre o som enquanto vibração, abordando a escuta para além da percepção auditiva e compreendendo o corpo como uma caixa de ressonância capaz de sentir e produzir conhecimento através das vibrações. A atividade compartilhará os processos desenvolvidos durante sua participação e residência artística no Festival Sur Aural, na Bolívia, incluindo concertos vibroacústicos, oficinas e experiências realizadas com pessoas surdas e comunidades indígenas bolivianas.

16h | Pesca atmosférica | Leo Alves Vieira

Proposta de intervenção na paisagem sonora da orla da baia de Guanabara. Consiste em caminhadas com um certo número de rádios de pilha, cada um com um headphone e um gravador zoom para o participante experimentar a captura de sintonias de ondas curtas, escutando e gravando

30SET

Auditório das Pós IACS-UFF

10h | Poéticas Sonoras do Ferro: Gambioluteria, Música Experimental, Ritornelo | João Victor Tavares da Silva

Este trabalho de seminário será realizado através de um capítulo da dissertação de Mestrado do discente do PPGCA João Victor Tavares da Silva. Em Poéticas Sonoras do Ferro: Gambioluteria, Música Experimental, Ritornelo, João Tavares escreve sobre a forja do orisá Ògún, sendo esta um fundamento da tecnologia, mas também disserta sobre a energia vital do Alagbedé, o ferreiro do Orum.

10h30 | Tecnodiversidade e Gambiarra: Perspectivas Arte Sonora | Giuliano Obici

Nesta palestra, apresento um breve percurso sobre alguns pontos de investigação que vão desde um pensamento sobre a arte sonora brasileira, enfatizando traços de um modo de fazer local. A proposta é pensar como o paradigma universalizante e disruptivo que a tecnologia vem consolidando nas últimas décadas nos leva a refletir sobre as diversidades de abordagem que a tecnologia exige do sensível, tanto do soar quanto do fazer ouvir. Durante a palestra, apresentarei trabalhos artísticos que abordam questões envolvendo a política econômica do sensível, a clínica da escuta, bem como a materialidade sonora, a subjetividade e a construção de dispositivos de escuta a partir da gambioluteria.

11h | Arte, clínica y esquizoanálise | Gabriel Martinho

Esta pesquisa de doutorado propõe a escuta como ato de emissão, provocando aproximações e tensionamentos das fronteiras entre arte sonora e clínica do inconsciente, desde uma perspectiva transversal. Partimos, pois, do entendimento de que o paradigma estético-político da arte contemporânea brasileira foi atravessado pelas transformações no tratamento da loucura, promovendo deslocamentos nos modos de conceber e apresentar a obra artística, enquanto um espaço relacional. Nesta pesquisa, isso se intensifica no encontro com o espaço esquizoanalítico da Casa Jangada, através de produções coletivas e de criação de objetos. Muito se fala do “esquizo” como corte no circuito do sentido, mas também me interessa pensar a invenção como a potência do fluxo “frenia”, tal como uma conexão radiofônica que sintonizamos entre nós. Afinal, como produzir saúde através do exercício experimental do ato de escutar? Seria possível provocar a escuta como um instrumento de comunicação entre inconscientes?

11h30 | Escuta e cosmopolítica em A Queda do Céu | Felippe Mussel

Tomando como referência algumas definições sobre “cosmopolítica"", como as de Isabelle Stengers, Bruno Latour, Eduardo Viveiros de Castro e Nego Bispo, a comunicação busca perceber como o conceito dialoga com as ideias de escuta apresentados pelo xamã Davi Kopenawa em A Queda do Céu. Escrito, não por acaso, a partir de um longo e cuidadoso trabalho de escuta do etnólogo Bruce Albert, a obra propõe um deslocamento dos princípios ontológicos e igualmente sensório-perceptivos que marcaram a modernidade ocidental. Através de uma imersão no universo cosmo-ecológico yanomami, nos fala da importância do ato de ouvir como uma “recuo”, uma forma de “saber silenciar”, a qual se mostra uma premissa necessária para reestabelecer as mediações entre o que chamamos de Natureza e de Cultura.

14h | Uma Conversa Sobre Música Experimetal | Vera Terra

Na palestra, a noção de música experimental é revisitada, a partir dos textos em que o compositor norte-americano John Cage (1912-1992) discorre sobre o tema em seu livro Silence (1961). O termo encontra justificativa ao se efetuar um deslocamento do foco de análise da obra para a relação do ouvinte com a obra, enfatizando a escuta. A ampliação do material da música para além dos sons da escala musical, o surgimento de novas tecnologias de armazenamento, produção e difusão de sons, efetuados no século XX, colocam para o ouvinte a necessidade de uma reeducação, que revise os conceitos de música, ampliando-a para o que veio a ser denominado de arte sonora.

15h30 | O Mar Volta a Buscar? Andarilhagem Sonora na Baía da Guanabara | Mariana de Abreu Campos

O artigo questiona se o aumento do nível dos oceanos em curso durante a emergência climática tomaria de volta um espaço que lhe foi tomado num espaço aterrado, a Universidade Pública. Entre indagações sobre arte e ecologia, é debatida a proposta de composição de uma peça sonora durante a dissertação de mestrado que instigue a escuta destas personagens que habitam o IACS numa friccção temporal entre camadas passado-presente-futuro, tal qual um espetáculo ou uma peça audiovisual.

16h | Por uma cartografia sonora-afetiva de Duque de Caxias | Anne Santos

Apresentação oral do escopo metodológico da pesquisa de mestrado (Cartografia sonora-afetiva de Duque de Caxias)

16h30 | Ocupação Sonora Sem Terra | Camila Machado

A pesquisa Ocupação Sonora no MST se aproxima da questão das terras e da reforma agrária, a partir das propostas de vida e existência que surgem no contexto de uma área ocupada, tendo a escuta e as sonoridades como procedimentos de aproximação aos territórios. Assim, a escuta e a gravação de sons do campo, das ocupações, dos acampamento e dos assentamentos do MST são a base de uma metodologia de conhecimento a partir do sonoro, se tornando a própria epistemologia da pesquisa. Apresentaremos a potência sonora e de escuta que, na recuperação da terra e na transformação em território, nos ajudam a refletir sobre vida, política e sociedade.

PERFORMANCES

BAIXADA SONORA | ANNE SANTOS, JOÃO LOURENÇO | 2026
A partir dos sambaquis - conchas que comprovam a ocupação do povo sambaquiano há 5 mil anos em Duque de Caxias/RJ - o fluxo da performance audiovisual é disparado. por meio de diferentes texturas sonoras e imagéticas, o trabalho expandido busca criar atmosferas sensoriais, que reinventa e fabula a localidade ao cruzar distintas temporalidades da Baixada Fluminense.
CIBERMULHER VITRUVIANA | MARCELA C. TREVISAN, PAUL NEUGEBAUER | 2026
Encontra-se em cena um corpo feminino com identidade em constante construção e desconstrução, que se coloca como intérprete-criador de sua própria cinesfera através de sensores de aparelho celular. Neste espaço-tempo performático ela provoca uma renegociação entre o dentro e fora do corpo, entre o cosmo e microcosmo, entre suas opressões, repressões e desejos, buscando uma reinvenção de si. A performance é uma tentativa de hackeamento de um sistema patriarcal. Duração: 15 min.
COLD FRESH AIR | GRIGORY DARMAN | 2026
The presented performance work entitled „cold fresh air“ will focus on minimalist beat science and exploration of power-electronics and slow industrial groove in a free improvisation between original composed loops and tracks and the use of classic samples in an unusual way.
DUETO DE BERIMBAU | JOÃO TAVARES, MIRIAN ALVES | 2026
A performance Dueto de Berimbaus propõe uma confluência rítmica entre o casal a partir dos instrumentos musicais mencionados. Esta performance é parte de um processo de investigação prática que exalta o berimbau como uma tecnologia ancestral atualizada na contemporaneidade. A experiência musical acústica será ampliada por procedimentos que envolvem o uso de dispositivos de reprodução técnica como um gesto de conexão atemporal.
FRESCOSOM | RODRIGO RAMOS | 2026
Praia Sonora, de Rodrigo Ramos, transforma o frescobol em uma experiência de arte sonora. Com a participação dos atletas do Frescobol Arena de Icaraí, de Niterói, raquetes modificadas com microfones de contato captam as vibrações produzidas pelos impactos da bolinha. Os sons são processados e transformados ao vivo por meio de Ableton Live e MAX, criando uma composição em diálogo com a paisagem sonora da praia. Movimento, jogo, tecnologia e ambiente tornam-se elementos de uma mesma experiência de escuta. Com duração aproximada de 20 a 30 minutos, a performance convida o público a perceber a praia como um espaço de criação e composição sonora.
IWAO CONVIDA OUTRONDE E IMPROVISATORIOS | HENRIQUE IWAO, RODRIGO GIRAFA E LEO ALVES (COORD.) | 2026
Culminância da mini oficina de Henrique Iwao, com convidados especiais para improvisar juntos: o coletivo Outronde, coordenado por Rodrigo Girafa e os Improvisatorios, coordenado por Leo Alves.
TROPICALIENTE | ZAH (IZABELLA LESSA), MIRIAN PINTO ALVES DOS SANTOS E JOÃO VICTOR TAVARES DA SILVA, | 2025
Apresentação voz, violão e percussão composta por uma formação em trio de Zah, Mirian Santos e João Tavares, do Projeto musical EP Tropicaliente, contendo apenas músicas autorais próprias, dentre elas algumas em co-autoria com o guitarrista/ arranjador André Rente. Com a fusão de ritmos latino-brasileiros, este trabalho reflete a memória repentista da canção, do poder da palavra e das metáforas que refletem as emoções quentes, tais quais nossos modos de nos relacionar e nos expressar culturalmente. Como artista mulher, o espaço da voz do feminino também costura as narrativas deste projeto.

OFICINAS & VIVÊNCIAS

[v1] Andarilhagem Sonora - Prólogo para a Baía

17SET 17h20 | Jardim GAIA Galeria de Artes do IACS-UFF | Mari Abreu

Esta peça sonora ou audiotour pode ser um "espetáculo para os ouvidos", ou um "curta para os ouvidos". Ativando a escuta e a imaginação através de narrações fabulativas e composições, a pessoa espectadora-público é conduzida por uma caminhada tendo como site-specific a Baía de Guanabara. Link Inscrição

[v2] Experimentação Sonora com Celulares

22SET 9~13h | Lab Info 1 IACS-UFF | Giuliano Obici e João Tavares

Em uma era em que os smartphones superam a população do país, arte pode dialogar com a tecnologia que carregamos no bolso. Esta oficina convida artistas e curiosos a explorar o potencial sonoro dos dispositivos móveis, transformando-os em instrumentos coletivos interativos localmente. Durante o encontro, os participantes serão guiados explorar microfones, alto-falantes, sensores e conexões do próprio aparelho e reinventa-los como ferramentas de expressão artística. A proposta será de uma vivência coletiva, na qual os celulares conectados se transformam em um instrumento sonoro e audiovisual. Link Inscrição

[o1] Searching Silences

22SET e 27SET 14~18h | Soma Lab IACS-UFF | Hannah Nelsen, Anna Shpak, Lea Babel

O silêncio é algo que podemos perceber. Mas como ele se apresenta? Onde podemos encontrá-lo? Como criá-lo ativamente? E, talvez o mais importante: é possível encontrá-lo quando estamos à sua procura? O workshop explora essas questões em duas partes. Na primeira, partiremos em busca do silêncio pelo campus universitário. Quais lugares percebemos como silenciosos? O que ouvimos e como? Em sessões de 15 minutos, os locais serão explorados e documentados — sem microfones, pois seus filtros se desviam do silêncio percebido. Os participantes escolhem livremente a forma de documentação: desenho, escrita, pintura, escultura, composição musical ou outros meios. Na segunda parte, tentaremos criar ativamente o maior silêncio possível em um lugar barulhento. Quaisquer materiais, intervenções e ações são permitidos. Essas “receitas para o silêncio” também serão documentadas da maneira que cada participante escolher. Link Inscrição

[v3] Pesca atmosférica

23SET 16h | Auditório das Pós - IACS UFF | Leo Alves Vieira

Proposta de intervenção na paisagem sonora da orla da baia de Guanabara. Consiste em caminhadas com um certo número de rádios de pilha, cada um com um headphone e um gravador zoom para o participante experimentar a captura de sintonias de ondas curtas, escutando e gravando Link Inscrição

[o2] Escuta Tátil: corpo transdutor

24SET 14~18h | Sala Corpo Som Luiz Mendonça IACS-UFF | Rodrigo Ramos e Marcela C. Trevisan

“Escuta Tátil” é uma oficina prática e experimental que investiga o som além da audição convencional, propondo experiências de percepção vibrotátil por meio do corpo, dos objetos e das baixas frequências. A atividade integra participantes surdos e ouvintes em processos coletivos de criação sonora, utilizando microfones de contato piezoelétricos, transdutores táteis e exercícios de composição vibroacústica. A oficina parte do princípio de que o corpo funciona como uma caixa de ressonância capaz de perceber vibrações sonoras por meio da pele, dos ossos e do contato com materiais vibrantes. Inspirada em pesquisas sobre vibroacústica e escuta expandida, a atividade promove experiências sensoriais acessíveis que aproximam a arte sonora, atecnologia low-tech e a percepção corporal. Serão apresentados conceitos relacionados à escuta tátil, vibração, ressonância e vibroacústica, incluindo referências à pesquisa do musicoterapeuta Anthony Wigram e da percussionista surda Evelyn Glennie, reconhecida internacionalmente por desenvolver formas de percepção sonora por meio de todo o corpo. Link Inscrição

[o3] Gambioluteria com Captador Piezo

29SET 9~13h | Lab Info 1 IACS-UFF UFF | Giuliano Obici, João Tavares

O microfone de contato piezoelétrico tem importante papel na história da música do século XX do pós guerra. Graças sua versatilidade e baixíssimo custo, características da gambioluteria, construção de instrumentos sonoros guiados pela lógica da gambiarrra, o piezo se popularizou no repertório da música eletrônica e experimental bem como da arte sonora. Durante a oficina os participantes conhecerão um pouco do repertório artístico que consagrou o captador piezo e aprenderão a construir seu próprio microfone de contato. Ao final os participantes serão convidados a explorar as potencialidades estéticas do captador como microfone e sensor em instalações interativas, além de poder levar para casa o microfone construído. Link Inscrição

[v4] ECOS - Experiências de Realidade Virtual e(m) Dança

1OUT 14~16h | Sala Corpo Som Luiz Mendonça IACS-UFF | Concepção: Ivani Santana (Brasil) e Daniel Argente (Uruguai) Direção Artística: Ivani Santana (Brasil) Coordenador de Realidade Virtual: Daniel Argente (Uruguai) Direção Artística (realidade virtual) Inés Olmedo (Uruguai) MOCAP, Animação Avatares e interacción: Andrés Castro (Uruguai) Programação: Diego Strasser, Juan Goyret, Pablo Sedraschi (Uruguai) Modelagem: Mariana Rosado, Natalia Pardo (Uruguai) Sonoridade da realidade virtual: Bruno Boselli (Uruguai) Bailarinos: Camila Florentino, Clarissa Monteiro de Araújo, Gabriela Haddadi, Laura Silveira, Weber Cooper. ECOS é uma experiência de realidade virtual que toma o movimento do corpo como ignição para a transformação do meio e o diálogo com avatares. Ambientada em uma ecologia ficcional inspirada por mitos e rituais, a obra convida o público a percorrer dois cenários — uma caverna e uma praia — e interagir com as entidades que os habitam. A imersão guia-se pela busca de pertencimento: habitar este mundo exige ação, e cada gesto gera consequências. Inicialmente desbotada e indefinida, a paisagem ganha cor e visibilidade à medida que o público se desloca; quanto maior a interação, mais o ambiente e os avatares se revelam. Gestos cotidianos desdobram-se em dinâmicas complexas de improvisação entre corpos físicos e virtuais, fazendo ressoar as cosmopoéticas desta realidade sintética. Link Inscrição

[v5] Entre Seres - Experiências de Realidade Virtual e(m) Dança

1OUT 16~18h | Sala Corpo Som Luiz Mendonça IACS-UFF | Coordenação: Ivani Santana (Pesquisa Poéticas Tecnológicas: corpoaudiovisual / UFRJ) e Esteban Clua (MediaLab / UFF) Desenvolvedores UNITY: Gabriel Barroso, João Pedro Silva de Sá e Jean Martins do Lago Cunha Programação de áudio: Arthur Macabu Erthal Artista 3D: Maitê Zaccaro Escote. Suporte: RNP Apoio à pesquisa:CNPq e FAPERJ

Seres é uma experiência imersiva e interativa que convida o público a navegar pelo leito de um rio encantado a bordo de uma jangada, ao encontro de entidades imaginárias da floresta. A conexão ocorre por meio de gestos e movimentos: o fluxo das águas e o acesso aos povos ribeirinhos dependem diretamente da interação do participante com esse universo virtual. A cada porto, revelam-se novas formas de diálogo com a paisagem e seus habitantes. Em apenas 8 minutos, a jornada sintetiza o ciclo de um dia inteiro, partindo da manhã ensolarada até o desabrochar de uma noite estrelada, momento em que nos despedimos desses guardiões da floresta. A obra inspira-se na cosmovisão Yanomami sobre o mundo dos sonhos — um plano paralelo ao visível, habitado por espíritos ancestrais. Link Inscrição

[o4] Introdução ao desenvolvimento de games nas artes

6OUT 14~18h | Lab Info 1 IACS-UFF | Pedro Ruback da Silva

Vivemos um Século Lúdico marcado por sistemas e organização de informação, cuja principal expressão são experiências artísticas moduláveis, personalizáveis e participativas. A atitude contemporânea *culture hacking* todos nos tornamos designers de jogos. Este workshop introduz pesquisadores e artistas às ferramentas de desenvolvimento de jogos digitais, focando nos conceitos e recursos fundamentais do software open-source Godot: cenas, AssetLib, addons, LimboAI, Script, iluminação (DirectionalLight3D), colisão (CollisionShape3D), MeshInstance3D, NavigationRegion3D, GridMap, Camera3D e modelagem de objetos básicos (cenário e personagem). Espera-se que o participante esteja apto a experimentar criativamente seus próprios projetos. Para participar não é necessário conhecimento prévio em desenvolvimento de jogos ou programação. Link Inscrição

[o5] Cacarecos Sonoros e Composição Coletiva

7OUT 14~18h | Soma Lab IACS-UFF | Be da Matta Goytaká e Nubia Mobo

A oficina propõe uma investigação artística sobre escuta, materiais cotidianos e objetos descartados como disparadores para a criação de esculturas sonoras, instrumentos experimentais e composições coletivas. A partir de exercícios de percepção do entorno, os participantes exploram diferentes materialidades — industriais, naturais e descartadas — observando suas propriedades táteis, sonoras, visuais e simbólicas. O processo envolve coleta, experimentação, construção e composição, entendendo a gambiarra como prática inventiva, política e poética, e não apenas improviso técnico. Serão apresentados artistas e obras fundamentais da arte sonora e de práticas experimentais, com referências brasileiras, latino-americanas, africanas, indígenas e de perspectivas dissidentes, ampliando o repertório para além das narrativas hegemônicas. O percurso culmina na criação coletiva de uma composição sonora com os objetos produzidos. Link Inscrição

[v6] Dança para Cibermulheres

8OUT 14h | Sala Corpo Som Luiz Mendonça IACS-UFF | Marcela Capitanio Trevisan

Dança para Cibermulheres é uma vivência para mulheres que une dança, expressão corporal e tecnologia. Usaremos o aplicativo MobMuPlat, que transforma sensores do celular em disparadores sonoros. Cada participante deve trazer seu próprio celular e carregador. Começamos com uma prática de consciência corporal para sensibilizar o corpo. Em seguida, apresento o app e seu funcionamento, orientando a instalação e o uso de uma pasta com sons que remetem a qualidades de movimento ligadas a tecidos e órgãos dos corpos femininos (inspirados em Alban Bartenieff e associações metafóricas): sons de água, metal e outros. Os celulares serão acoplados ao corpo com braçadeiras que disponibilizo. Depois, entramos em uma dinâmica de perguntas e respostas inspirada em Pina Bausch, com os aparelhos já no corpo. A partir daí, cada uma experimenta movimentos próprios, ativando sons pelos sensores. Assim, os corpos das mulheres se tornam corpos ciber, prontos para reinvenções de si mesmas. Link Inscrição

[o6] Encontros e Armadilhas: Jogos Musicais e Improvisação

8OUT 14~17h | GAIA Galeria de Artes do IACS-UFF | Henrique Iwao

Começaremos com um jogo musical em que os participantes exercitam chamar turnos e assim coordenar os momentos em que o grupo inicia ou termina de tocar. Esse jogo (""O homem com o dedo no nariz"") envolve tocar sons longos e tentar participar de maiores, a fim de vencer. Aos poucos, flexibilizaremos elementos, dando maior espaço para improvisação, sem perder de vista a utilização das dicas visuais que permitem articular encontros, mas também, armadilhas. Link Inscrição

[v7] Expedição a Reserva Biológica do Tinguá

10 a 12OUT | Reserva Biológica do Tinguá | Malu Hatoum

Expedição a Reserva do Tinguá sera uma imersão de dois dias entre 10 e 12/10 , 7 vagas, nesse Bioma a fim de promover uma relação de escuta profunda e gravação dos sons daquela paisagem. Link Inscrição

PROGRAMAÇÃO

17SET

ABERTURA EXPOSIÇÃO 17SET~9OUT

GAIA Galeria de Artes do IACS-UFF

OBRAS

  • algo vermelho | Be da Matta Goytaká
  • Andarilhagem Sonora - Prólogo para a Baía | Mari Abreu
  • Baixada Sonora | Anne Santos, João Lourenço
  • Berimbau Luz | Giuliano Obici
  • CelularCoral: Dissimulation #5 | Giuliano Obici
  • Cibermulher Vitruviana | Marcela C. Trevisan, Paul Neugebauer
  • cold fresh air | Grigory Darman
  • Dueto de Berimbau | João Tavares, Mirian Alves
  • El Grito de la Tierra | Colectivo Refluxus y Pavel Shalnov
  • Escultátorio | Ateliê Entreaberto
  • Frescosom | Rodrigo Ramos
  • Gás Líghtíng | Malu Hatoum e Filipe Britto (Coord.)
  • Gavetolão de Jangarandá | Grupo Sonoro da Casa Jangada
  • Iwao convida Outronde e Improvisatorios | Henrique Iwao, Rodrigo Girafa e Leo Alves (coord.)
  • Pacha | OzZo Ukumari e Rodrigo Ramos
  • Pé do ouvido | Gabriel Martinho e Gabriela Serfaty
  • Pé-de-mar e baleia: canto e contracanto do fundo e da beira | Tato Taborda
  • Pesca atmosférica | Leo Alves Vieira
  • SOAR | Giuliano Obici (coord.), Anne Santos, Be da Matta Goytaká, Leo Alves Vieira, Marcela Trevisa, Micaio Lima, Rodrigo Ramos
  • suco-sulco | suco-sulco
  • Transmutasom: Processos Alquímicos | João Victor Tavares da Silva, Mirian Alves
  • Tropicaliente | Zah (Izabella Lessa), Mirian Pinto Alves dos Santos e João Victor Tavares da Silva
  • Vassago | Pedro Ruback da Silva

22SET

23SET

24SET

29SET

30SET

1OUT

6OUT

7OUT

8OUT

10OUT

SOBRE

De 17 SET a 12 OUT acontece a 4ª edição do OCUPASOMA no Instituto de Artes e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (IACS-UFF) Campus Gragoatá em Niterói. O evento, organizado e produzido pelo Grupo de Pesquisa SOMA (Som nas Artes), é um espaço de encontro e difusão da produção artístico-acadêmica produzido pelos pesquisadores do SOMA e de seus parceiros.

Com uma programação plural e gratuita, o OcupaSoma terá as seguintes atividades: EXPOSIÇÃO, SEMINÁRIOS, PERFORMANCES, ATIVAÇÕES, OFICINAS e VIÊNCIAS. Todas as atividades foram pensadas para aproximar o público das práticas sonoras e artísticas contemporâneas que enfatizam criação, escuta e pensamento crítico.

As oficinas e vivências estão com inscrições abertas até o dia 15 de setembro, por meio de formulário online. Convidamos você a acompanhar o perfil no Instagram: @_soma_lab . Confira aqui a programação completa do evento.

ARTISTAS

ANNA SHPAK, HANNAH NELSEN, LEA BABEL

ANNA SHPAK estudante da Kunstakademie Düsseldorf na Alemanha fez intercâmbio no PPGCA (UFF) como bolsista do DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico). Durante sua estadia no Programa, ela desenvolveu projetos que dialogam com os contextos espaciais e institucionais locais, aprofundando sua pesquisa sobre arquitetura, percepção e modos de presença. Anna Shpak investiga estruturas arquitetônicas, suas histórias e materialidades, assim como as tensões entre visibilidade e ocultamento. Suas obras frequentemente partem do confronto com espaços concretos, suas funções, modos de construção ou transformações de uso, e revelam condições arquitetônicas ou institucionais normalmente ocultas. LEA BABEL é uma artista que trabalha principalmente com a fotografia. Sua obra artística desenvolve imagens que estabelecem pontes conceituais com outras realidades, nas quais experiências e memórias pessoais se manifestam ao lado de sentimentos e vivências coletivas. Por meio de formas de narrativa específicas para cada local, ela transforma e preserva impressões e memórias, com o objetivo de tornar a história visível. Trabalhando com recursos analógicos e digitais, ela encara os lugares como sistemas complexos compostos por diversos componentes, com um interesse particular pela atmosfera e pela carga histórica deles. HANNAH NELSEN é uma artista multidisciplinar que trabalha com dioramas, instalações e pintura, entre outras formas de expressão. Ela estuda na Kunstakademie Düsseldorf, na Alemanha. Em seu trabalho, ela explora a relação entre os seres humanos e a natureza, questionando criticamente nossa autopercepção e a noção de “naturalidade” na Era do Antropoceno. A análise de símbolos biográficos e culturais, bem como a questão da percepção e da realidade, desempenham um papel central em sua prática artística.

ANNE SANTOS, JOÃO LOURENÇO

ANNE SANTOS, Duque de Caxias/RJ. Formada em Ciências Sociais (UFF). Mestranda no Programa de Estudos Contemporâneos das Artes (PPGCA UFF). Artista fluminense com atuação na área de sonoridades, com ênfase no cinema e performance sonora. Atua nas esferas do som direto, curadoria, cineclube, formação e direção. Integrante do grupo de pesquisa em arte sonora Soma Rumor. Desde 2010 até o presente, participa do coletivo Mate com Angu. Atualmente, desenvolve a pesquisa sobre Cartografia sonora-afetiva de Duque de Caxias. Reside na zona portuária do Rio de Janeiro. JOÃO LOURENÇO, São Raimundo Nonato/PI. É um artista radicado no RJ. Participou como baixista na gravação do disco ""Queda Livre"" (2024) do Caxtrinho (QTV Selo). Também como baixista, tem acompanhado o grupo ""Onda de Beleza Natural"" que mistura gêneros de guitarra nortista brasileira com improviso free noise. Entre 2023 e 2024 realizou o filme ""Bacia dos Sonhos"" com Anne Santos pela residência ""Cinema Lab Expandido"" (Cinemateca MAM). Tem-se dedicado aos estudos na música e no cinema.

ATELIÊ ENTREABERTO

O Ateliê Entreaberto é um grupo de investigação e invenção criado em 2023, no qual arte e clínica se encontram para se contaminar e experimentar novos modos de estar em grupo. Em encontros semanais, trabalhamos com proposições, que articulam corpo, escuta, cuidado, por meio de linguagens artísticas como arte sonora, performance, vídeo, colagem, desenho. A cada proposta, busca-se inventar um território coletivo aberto ao inesperado, à multiplicidade e aos impulsos que surgem no encontro.

BAÍA BAHIA

João Tavares e Mirian Alves criaram juntos o duo Baía Bahia, a partir do encontro de suas águas que aconteceu em 2025 no Instituto de Artes e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense, na beira da Baía de Guanabara. O casal reconheceu a origem familiar semelhante que remete as vivências caiçaras de seus ancestrais do litoral do norte da Baía. Assim nasceu Baía Bahia, um projeto cocriado cuja proposta é mergulhar nessa confluência de águas através de trabalhos audiovisuais, música experimental e sound art.

BE DA MATTA GOYTAKÁ

Sou artista multilinguagens, pessoa não-binária, Goytaká, bacharel em Artes(UFF) e educador popular pelo MAB - Movimento pelos Atingidos por Barragens. Fui bolsista na monitoria do laboratório de produção musical e investigação cultural e no PIBIC do grupo de práticas artísticas contemporâneas, com uma pesquisa sobre portfólio(2014/2015). Faço graduação em pedagogia na UNILASALLE e mestrado em Estudos Contemporâneos das Artes no PPGCA UFF. Trabalho com educação, curadoria, fotografia, instalação, escultura, performance, intervenções, escrita, fotografia, edição, audiovisual e artes visuais. Fui parte da residência coletiva Ksa do Mato que culminou no filme "Ksa do Mato" de Camila Paola. Laboratório de corpo autogestionado labirinta, que culminou no filme "Labirinta" dir. Isadora Lobo. Filme "Guerrilha da Mata" dir. Clara Chroma. "

CAMILA MACHADO

Camila Machado é cineasta especializada em som e fundadora da produtora independente Trotoar, produtora de filmes como “Chão”, “Cadê Edson?” e “Branco Sai, Preto Fica”. Bacharel e Mestre em Comunicação/Cinema pela UnB e especialista em som pela EICTV – Cuba. Atualmente cursa seu doutoramento em Artes Contemporâneas na UFF e faz parte do SOMA, grupo de estudos em Arte Sonora. Idealizou o projeto Sonário do Sertão, apoiado pelo Rumos e premiado pelo IPHAN. Na sua segunda edição, o Sonário tem seu acervo captado em territórios do MST do Distrito Federal. "

COLECTIVO REFLUXUS Y PAVEL SHALNOV

Colectivo Refluxus é um coletivo de artistes sonoras fundado em 2019 por alunes do mestrado em Arte Sonora na Unviversidade de Barcelona. Hoje é composto por três mulheres de diferente continentes e distintas gerações: Ebe Giovannini (Itália), Malu Haotum (Brasil) e Anat Moss (Israel). Nos aproximamos do som como matéria de agência para transformação social através de processos de escuta coletiva e situada. Participamos de Festivais de Rádio e Arte Sonora no mundo, exposições individuais e coletivas em países da América Latina e Europa, Residencias artisticas na comunidade de Piansuola, Italia. Idealizamos e produzimos o Chicharra Festival Nômade de Escuta que teve sua primeira edição em 2023, na maior Reserva Natural da Europa, os Marismas de Doñana, em Almonte, Espanha e a segunda na Zona Maya, México em 2026. Pavel Shalnov Desenvolvedor de software que experimenta com inteligência artificial para criar aplicativos que conectam pessoas e desterritorializam espaços. Defende ambientes abertos para práticas colaborativas.

FELIPPE MUSSEL

Pesquisador, sonidista e realizador audiovisual. Idealiza e colabora com projetos interdisciplinares — das artes à antropologia, do cinema à saúde mental — em trabalhos que investigam as potências cosmopolíticas da auralidade e tensionam a tradição sensível do Ocidente. Atua na criação de filmes, instalações e peças sonoras, além de desenvolver práticas artísticas em diálogo com comunidades indígenas e grupos periféricos no Brasil, propondo a valorização da oralidade e da escuta como forma de preservação dos saberes ancestrais e na luta por direitos. Realizou sua formação acadêmica na Universidade Federal Fluminense (UFF), com Graduação em Produção Cultural (2008), Mestrado em Cinema e Audiovisual (PPGCine) e Doutorado em Estudos Contemporâneos das Artes (PPGCA). Atuando profissionalmente na captação, edição e desenho de som, trabalhou em mais de 40 filmes brasileiros nos últimos 20 anos. Dirigiu o documentário longa-metragem Em busca de um lugar comum (2013) e o curta-metragem experimental Espectro Restauración (2022). "

GABRIEL MARTINHO, GABRIELA SERFATY

GABRIEL MARTINHO artista sonoro-visual e esquizoanalista. Integrou projetos internacionais de rádio-arte e cinema. Atualmente, pesquisa a escuta como tecnologia e ato de intervenção, atuando em processos de criação e de subjetivação. GABRIELA SERFATY: artista, psicanalista e psiquiatra. Realizou a formação de artistas do Parque Lage em 2018. Desde então, tem participado de algumas exposições em instituições brasileiras, sua pesquisa artística parte da escuta para realizar algumas experimentações em performance e arte sonora. "

GIULIANO OBICI

Artista-pesquisador em arte sonora e professor adjunto do Departamento de Arte da Universidade Federal Fluminense. Diretor do SomaRumor: Encontro Latino Americano de Arte Sonora e coordenador do grupo de pesquisa SOMA (Som nas Artes). Doutor em Artes pela USP, com bolsa sanduíche do DAAD-CAPES na Technische Universität de Berlim e FAPESP. É mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP), psicólogo (UEM) e autor do livro "Condição da Escuta". Lecionou na Anhembi Morumbi e ministrou cursos e palestras sobre instalações audiovisuais interativas, luteria digital e software/hardware livre em instituições e festivais internacionais como London University of the Arts, UdK e TU Berlin, Ultima Academy (Oslo) e Medialab Prado (Madri). Recebeu o prêmio Giga-Hertz-Preis do ZKM Karlsruhe / Experimental Studio Freiburg e a Red Bull Residency. Entre seus trabalhos artísticos recentes destacam-se Simulacrum Violão, Screen Utopia, Dissimulation, Simulacrum Piano, Intensidades Brutalistas, Vozes Simulacrum, Laptop Coral, Simulacrum Chamber Orchestra, Concerto para Lan House e Compro Auri. "

GRIGORY DARMAN

GG DEE is the alias of Artist, Producer and DJ Grigory Darman from Düsseldorf Germany. He released music under various aliases and engaged in Sound Art performances, as well as writing and performing Sound Art pieces in the realm of fine arts and collaborating with various Visual Artists. GGDEE is also resident DJ and part of the curatorial team at Salon des Amateurs in Düsseldorf. His productions and live-sets explore different fields and cross-sections of pop, art and techno music. "

GRUPO SONORO DA CASA JANGADA

O Grupo Sonoro faz parte dos dispositivos grupais da Casa Jangada, espaço de criação de várias intersecções entre a Arte, a Clínica e a Rua, localizado no bairro de Botafogo no Rio de Janeiro. Segue ativo desde 2021 com a iniciativa de vivenciar experiências com sonoridades (ruído, barulho, silêncio, pausa, tempo, ritmo, etc) desviando de uma certa organização que constitui o universo da música. Se o som é o que nos mobiliza, então, é a escuta o que nos conecta e nos inclina a criar e ocupar territórios existenciais coletivos em processos clínicos singulares. O Grupo Sonoro participou da 3a Jornada de artes de grupo e práticas de cuidado, produzido pela UFSJ e UFF, com a proposição “Dicionoro”, além de exibir o vídeo “Dicas para pessoas que não são da área” na Mostra Casa Jangada no MAM, no Estação Net Rio, no IV Soma Rumor Encontro Latino Americano de Arte Sonora e na exposição DELIRAR A VIDA / REFAZER O MUNDO no Museu Nacional de Brasília. "

HENRIQUE IWAO

Henrique Iwao é escritor, pesquisador, artista, organizador de eventos e técnico de som, com foco em música experimental, unindo prática e teoria. Mestre pela USP (2012) com pesquisa sobre colagem musical na música eletrônica experimental e doutor pela UFMG (2023), com tese sobre significação musical e a ontologia da arte de Arthur C. Danto. Integrou o Ibrasotope (2007-2013) e atualmente é membro da Seminal Records, organizador do evento de ruído em praça pública Praça 6 (BH) e improvisador residente no Quartas de Improviso. Autor de dois livros"Prosódia Musical, Jogos Etc" (2024, partituras de evento) e "O melhor amigo do rato" (2026, prosa poética). Lançou o álbum "Coleções Digitais" e o projeto "Palavra Palavra", que reordena canções brasileiras em ordem alfabética. Sua discografia está disponível em henriqueiwao.bandcamp.com. "

IVANI SANTANA

Ivani Santana desenvolve projetos artísticos de dança mediada por tecnologias desde os anos 1990, incluindo espetáculos interativos e imersivos, vídeo-instalações, dança telemática e videodança. Recebeu prêmios como o UNESCO Prize (2006), residência no Chaillot Théâtre national de la Danse (2023), e apoios do IBERESCENA (2012) e edital Cultura Digital (2013). Desde 2019, pesquisa dança com realidades sintéticas (VR, RA, IA), criando obras como ECOS (2021), Entre Seres (2024) e instalações imersivas. Por 15 anos, ensinou metodologias telemáticas a artistas de vários países. É pesquisadora na UFRJ, colabora com a UFBA e integra o MediaLab e o grupo Soma (UFF). "

JOÃO VICTOR TAVARES DA SILVA

João Victor Tavares da Silva é homem preto, artista, educador e pesquisador com ênfase nas poéticas sonoras. Formou-se em Pedagogia através do ProUni na Universidade Estácio de Sá, atualmente cursa Mestrado em Estudos Contemporâneos das Artes pela Universidade Federal Fluminense. Atuou como bolsista de extensão no programa P.A.L.A.V.R.A com foco em Alfabetização Discursiva. Também atuou como monitor em um projeto de monitoria com ênfase em sonoridades, "As paredes tem ouvidos". Atualmente é bolsista da Capes com a pesquisa em Arte e Tecnologia "Xirê Teóricoprático de ÒgúnGambiarras do ferro na forja ao código na arte sonora", sendo orientado por Giuliano Obici, integrante do grupo de pesquisa SOMMA. "

LEO ALVES

Leo Alves é artista sonoro, compositor e professor. Trabalha música escrita, performances e instalações, passando por peças eletroacústicas lançadas em selos de música experimental dentro e fora do Brasil. Já assinou trilhas para teatro e curtas, e também faz ativismo por direitos humanos. Mestre e doutorando pelo Programa de Estudos Contemporâneos das Artes (PPGCA-UFF), vêm pesquisando a improvisação como método ético, estético e pedagógico, e faz parte do grupo SOMA (som nas artes). Também participa da produção do festival brasileiro de música experimental Frestas Telúricas, do Somarumor, festival latino americano de arte sonora e é guitarrista da banda The Lautreamonts. linkhttps://soundcloud.com/leoalvesvieira "

MALU HATOUM E FILIPE BRITTO

MALU HATOUM é multiartiste sonora, intérprete vocal, performer, produtora e escritora. Doutorande no programa de Estudos Contemporâneos das Artes na Universidade Federal Fluminense e mestre em Arte Sonora pela Universidade de Barcelona, Espanha. Pós-graduada em Técnica Klauss Vianna na PUC-SP e em Arte Integrativa pela Universidade AnhembiMorumbi-SP. Bacharel em Psicologia, USP. Estudou canto lírico na Fundação das Artes de São Caetano do Sul-SP. Pesquisa processos de escuta e comunicação transespécies tendo como manifestação a voz-corpo. Integra os coletivos SOMA e Colectivo Refluxus, a qual é co-fundadora. Participou em várias exposições coletivas e individuais na Europa e Brasil e teve trabalhos exibidos na África, América Latina e México. Organiza junto ao Colectivo Refluxus o Festival Chicharra Nómada de Escucha e FEstival SomaRumor com o grupo Soma. FILIPE BRITTO é artista e pesquisador. Doutorando em Estudos Contemporâneos das Artes, PPGCA – UFF e formado mestre pelo mesmo programa.Trabalha entre os campos da imagem e da programação algorítmica. Pesquisa dinâmicas coletivas de cuidado com os sonhos, fabulações especulativas, e modelos de linguagem conhecidos como "inteligências artificiais".

MARCELA C. TREVISAN

Marcela Trevisan é dançarina, atriz, performer e artista-pesquisadora. Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes da UFF, Mestra em Artes Cênicas pela UFBA, Bacharel em Artes Cênicas pela UFSC. Integrante do GP Poéticas Tecnológicas: corpoaudiovisual e do Grupo SOMA: Som nas Artes. Atua na área de artes cênicas há mais de 15 anos e entre alguns de seus trabalhos estão a participação como dançarina convidada nos eventos ""Latência Expandida"" no Foro de las Artes (2025) e F(r)esta Festival de Arte Sonora no RJ. Atuação no curta-metragem “Areia” (2023) com direção de Duo Strangloscope, ganhador no Prêmio Conjunto da Obra do MFL do RJ, na performance ""ConferênciAção Poéticas (Des)confinadas"" apresentada na Artech e II EiDCT, e no solo de dança-teatro ""Lamúria"" dentro do FIK 2020. Tem uma parceria artística com o soundesigner Rodrigo Ramos, com trabalhos como a peça sonora ""Strong and Pulsating"" (2021) na Rádio Ressonance FM de Londres. "

MARI ABREU

Mari Abreu é atriz, artista visual, arte educadora e cientista social. Atuou em coletivos teatrais como Dodecafônico e Frestas na cidade de São Paulo e introduziu a técnica da deriva em formações de professores de Arte no Sistema SESI SP. Atualmente é professora efetiva de Artes Visuais no Colégio Universitário da UFF e também mestranda no PPGCA da UFF na linha experiência, conceito e sonoridades. Compõe os grupos de pesquisa O SOM ATRAVESSADO e SOMA. Investiga temas como escuta, narração, ecofabulações, andarilhagens e relações multiespécies.

MICAIO LIMA

Micaio Lima é produtor cultural, pesquisador e artista, com trajetória construída na intersecção entre cultura, arte, memória e criação. Graduando em Produção Cultural, desenvolve pesquisas e projetos voltados às políticas culturais, à produção artística e às relações entre arte e sociedade. Sua atuação transita por diferentes linguagens e experiências, especialmente no campo das artes cênicas, da escrita e da produção de iniciativas culturais. É idealizador da Mostra dos Amores, projeto que articula criação artística, encontros e reflexão sobre as diversas formas de amar. Em sua trajetória acadêmica, também se dedica a temas como neurocultura, museologia social, patrimônio, memória e diversidade. Seu trabalho busca aproximar pesquisa, produção e criação artística, entendendo a cultura como espaço de encontro, transformação e construção de novas narrativas.

RAFAEL COSTA DE MELO

é mestrando no Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes da Universidade Federal Fluminense. Possui graduação em Artes pela mesma instituição. É membro do grupo de pesquisa SOMASom nas Artes, no qual investiga as relações entre animação e arte contemporânea. Pesquisa e atua nos seguintes camposanimação enquanto prática artística contemporânea, produção audiovisual com ênfase em cinema de animação, educação, curadoria e práticas de arte pública e colaborativa. "

RAQUEL STOLF

Artista e pesquisadora. Suas proposições investigam relações entre processos de escrita, experiências de silêncios e situações de escuta, bem como, o procedimento da coleção (coleciona sons de fins de vácuo, sabonetes de hotel, notícias com animais/vegetais, espécies de silêncios, etc.). Coordena o selo céu da boca, pelo qual vem editando suas proposições e publicações que envolvem desdobramentos em instalações, micro-intervenções, ações, vídeos, fotografias, desenhos e textos. Atua como professora nos cursos de graduação e pós-graduação em Artes Visuais da UDESC. Doutora (2011) e Mestre (2002) em Artes Visuais pela UFRGS, com estágio pós-doutoral (2024) no PPGCA, pela UFF. Coordena o Programa de Extensão Sala de Leitura | Sala de Escuta no DAV/CEART/UDESC e o grupo de pesquisa Proposições artísticas contemporâneas e seus processos experimentais (UDESC/CNPq). "

OZZO UKUMARI

OzZo Ukumari – boliviano, mestre em Pesquisa e Produção Artística pela Universidade de Barcelona, com especialização em arte e tecnologia, atualmente vive e trabalha em Santa Cruz de la Sierra. É artista, professor, pesquisador e gestor cultural; Diretor do Festival Sur Aural; Sua prática está ligada às novas mídias, onde desenvolve obras que combinam tecnologia e conhecimentos ancestrais. "

PAUL NEUGEBAUER

PAUL NEUGEBAUER (PRÜTI): é físico e artista audiovisual. Formou-se em Física pela Universidade de Leipzig em 2023, onde atualmente atua como pesquisador. Desde 2024, desenvolve uma pesquisa artística própria que une ciência, tecnologia e experimentação audiovisual, explorando práticas como circuit bending, manipulação de vídeo digital e linguagens de programação para criar novas formas de expressão. "

PEDRO RUBACK DA SILVA

Pedro Ruback Da Silva é Mestre em Antropologia e Doutorando em Estudos Contemporâneos das Artes pelo PPGCA-UFF. Sua pesquisa gira em torno de jogos digitais, arte sonora e arte conceitual, antropologia da religião, teoria do conhecimento, magia e esoterismo. Faz parte do grupo de pesquisa Som nas Artes da Universidade Federal Fluminense (SOMA-UFF). "

RODRIGO GIRAFA

Rodrigo Girafa é um guitarrista, compositor, improvisador e produtor cultural carioca.Ele possui uma sólida formação internacional, sendo Mestre em Guitarra Jazz pelo Conservatorio G. Martucci de Salerno e bacharel pelo Conservatorio G. Verdi de Turim, ambos na Itália. É bastante reconhecido por sua atuação na cena de música experimental, contemporânea e improvisação livre." "

RODRIGO RAMOS

Rodrigo Ramos é um artista multidisciplinar que pesquisa formas de escuta e sonoridades através da arte/tecnologia/meio ambiente. É formado em Cinema pela UFSC, mestre em Artes Visuais (PPGAV) pela UFBA e o doutorando em Sonoridades (PPGCA) na UFF. Trabalha como Artista Sonoro e Sound Designer para Teatro, Dança e Cinema. É criador do projeto Espelho Sonoro, escultura sonora inspirado nos localizadores da Primeira Guerra Mundial, expondo em diversos centros culturais, comoMIS, Oi-Futuro, Farol Santander e Caixa Cultural Brasília; É membro do grupo de pesquisa SOMA (PPGAC -UFF). www.rodosound.com @rodrigo_rodo_ramos "

SUCO-SULCO

Sala de leitura | Sala de escuta propõe investigações e conversas acerca de publicações de artista, de processos e projetos em arte sonora e de práticas de escrita, bem como, a produção de proposições, peças sonoras e publicações de artista impressas e sonoras, junto ao Departamento de Artes Visuais e PPGAV da UDESC, com parcerias com outras universidades, projetos e grupos de pesquisa. Envolve a realização de três ações (acervo sl-se – arquivo de publicações da sl-se; alguma coisa comentada – ciclo de conversas com convidados/as; ciclo de oficinas com a equipe e convidados/as), sendo coordenado por Raquel Stolf como programa de extensão, desde 2023. O projeto foi proposto por Raquel Stolf e Regina Melim, em 2015, como um espaço experimental no DAV/PPGAV/UDESC, abrigando um acervo de publicações de artista como lugar de pesquisa e difusão, disponibilizado para leitura e escuta. Entre a galeria, o laboratório e a biblioteca, entre espaço para exposições e para a leitura/escuta, o projeto vem transitando em outros contextos, desde a sala de aula, o espaço da publicação ou o espaço radiofônico, entre outras ações e possibilidades de deslocamentos. ProposiçãoRaquel Stolf (coord.), Ariane Oliveira, Claudio Moreira, Djuly Gava, Gabriel Villas, Juliana Silva, Juliano Ventura, Luana Navarro, Sarah Uriarte. Apoios (equipe SomaRumor)Flavia Goa, Pedro Albuquerque. ParticipantesBruno da Silva Casagrande Hanstenreiter; Calû Fernandez; Clarice NillesEliana Gonçalves de Souza; Gabriela NobreLaura Cristina Souza; Luanda; Maria Clara Confort Folz; Marjoly Queiroz de Pinho; Matheus Abel; Nathália Andrião Trotta; Vitória Porto. Projeto gráficoClaudio Moreira e Raquel Stolf. DiagramaçãoClaudio Moreira. Ediçãocéu da boca e editora molécula "

VERA TERRA

Pianista, compositora, e ensaísta. Mestre em Artes pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da PUC-SP. É autora do livro "Acaso e aleatório na música", publicado pela EDUC/FAPESP no ano 2000. Pesquisadora e intérprete da música de John Cage, participou do concerto *John Cage* na Sala Cecília Meireles, por ocasião da segunda vinda do compositor ao Brasil, organizado pela compositora Jocy de Oliveira. Publicou, em dezembro de 2019, um ensaio na revista digital DEBATES/UNIRIO, n. 22, sobre o projeto de instalação realizado na cidade de Halberstadt, Alemanha, que expande o conceito de tempo da composição ASLSP¸ inspirada no Finnegans Wake, de James Joyce. Recentemente, vem se dedicando à criação de peças radiofônicas que integram música e literatura. Em 2017, sua composição Devir Alice Mix, fantasia sobre a Suíte para Piano de Brinquedo de John Cage, estreou na Radio Documenta 14, sendo difundida mundialmente pela Rádio MEC-Emissoras EBC. Para a comemoração do Bloomsday, em 16 de junho de 2022, concebeu uma série de quatro podcasts sobre episódios do Ulisses, de James Joyce, atualmente hospedados no site da rádio, na série Especiais Rádio MEC. "

TATO TABORDA

Compositor, intérprete e curador de eventos artísticos dedicados à experimentação musical. Professor e coordenador do curso de Artes e docente do programa de pós-graduação Estudos Contemporâneos das Artes da UFF. Autor de obras como Estratos para orquestra de instrumentos nativos do altiplano andino encomendada pelo festival de Donaueschingen e a ópera A Queda do Céu estreada na Bienal de Munique, tem colaborado com produções de teatro, dança e cinema nas ultimas três décadas. "

ZAH (IZABELLA LESSA)

Compositora intuitiva, poeta e cantora, Zah é artista natural de Niterói e traz à Nova MPB uma fusão de indie pop, influências regionais e latinas. Desde 2022 lançou singles autorais que dão voz à expressão do feminino e de suas emoções. Já se apresentou no Museu de Arte do Rio, foi participante do Arte Sônica Amplificada e convidada para o projeto Canções do Interior em 2025. Agora em uma nova fase, apresenta seu último trabalho "Tropicaliente". "

EQUIPE

Coordenação e Direção : Giuliano Obici
GT Exposição: Rodrigo Ramos, Be da Matta Goytaká, Izabella Lessa, Malu Hatoum, Micaio Pereira De Lima, Nubia Mobo, Marcela C. Trevisan,
GT Oficinas: João Victor Tavares da Silva, Marcela C. Trevisan, Pedro Ruback da Silva, Leo Alves
GT Seminário: Gabriel Martinho, Mari Abreu
GT Performance: Anne Santos, Marcela C. Trevisan, João Victor Tavares da Silva, Leo Alves , Mari Abreu, Rodrigo Ramos
Produção Executiva: Clarice Nilles, Micaio Pereira De Lima
Comunicação e Redes Sociais: Nubia Mobo, Clarice Nilles
Design: Izabella Lessa
Apoio e Produção: Anne Santos, Be da Matta Goytaká, Camila Machado, Felippe Mussel, Gabriel Martinho, Grigory Darman , Hannah Nelsen, Anna Shpak, Lea Babel, João Victor Tavares da Silva, Leo Alves , Malu Hatoum, Marcela C. Trevisan, Mariana de Abreu Campos, Nubia Mobo, Pedro Ruback da Silva, Prütti, Rodrigo Ramos
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