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EXPOSIÇÃO: o que vibra e faz vibrar
O QUE VIBRA E FAZ VIBRAR
A exposição “o que vibra e faz vibrar” apresenta o som em uma operação dupla do afetar e ser afetado. As obras e performances articulam a vibração por meio da materialidade, do território, da recombinação tecnológica e da coletivização da escuta.
A materialidade do som se manifesta por exemplo nas linhas suspensas da obra SOAR tornando a vibração inaudível visível, enquanto Pacha faz a areia tremer por meio de frequências telúricas, convidando o visitante a uma experiência tátil. Transmutasom, explora a sonoridade do ferro mediante os processos alquímicos da forja e do encantamento dos minerais. Em Pé do ouvido as orelhas são suspensas pelo travesseiro entre o sonho e a vigília, ao sussurrar memórias do caminhar e as cantorias de um corpo em travessia. Ao mesmo tempo, em algo vermelho, o toque delicado na máscara de espinhos do fruto de urucum pulsa tonalidades orgânicas. Em suco-sulco, o fluxo sonoro se materializa na publicação em papel, onde a leitura flui por sulcos e a escuta se revela matéria viva a ser sorvida.
Diferentes vozes vibram e fazem vibrar o território da Baía de Guanabara. Gás Lighting expõe a distorção eco-sônica e o ruído das plataformas flutuantes de extração mineral que vociferam a crise socioambiental, enquanto El Grito de la Tierra nos engaja em uma convocação coletiva, unindo vozes pelo clamor do planeta. Na obra Pé-de-mar e baleia, um microfone ancorado ao pé da baía ouve o balanço do mar e, ao captar a maré subindo, faz emergir o canto da Jubarte no convés da galeria. Baixada Sonora sugere uma arqueologia sensorial de Duque de Caxias, fazendo soar camadas de memória dos povos locais. Já Andarilhagem Sonora convida o público a andar pelo entorno da baía, ativando a escuta e a imaginação por meio de narrações fabulativas e composições.
No âmbito da recombinação tecnológica, a gambioluteria — a criação de instrumentos pautada pela lógica da gambiarra — dá origem a um conjunto de invenções sonoras. Em Gavetolão de Jangarandá, cordas esticadas sobre uma gaveta tensionam e desafiam a imaginação acústica. Berimbau Luz reconfigura o instrumento tradicional da capoeira ao integrá-lo a circuitos eletrônicos e objetos luminosos industriais. De modo complementar, Dueto de Berimbau interpreta o instrumento enquanto tecnologia ancestral, performando-o em um gesto rítmico de caráter atemporal. Frescosom, acopla captadores nas raquetes de frescobol convertendo a brincadeira em um happening sônico. No jogo-instrumento Vassago não existe tela, o jogador navega pelo espaço guiado exclusivamente pela escuta. Em Cibermulher Vitruviana, celulares fixados na dançarina constituem um corpo-ciborgue que sonificam os movimentos, compondo uma singular cinesfera sonora.
A escuta é performada em diferentes obras. Coletivizar o ato de escuta desloca a experiência isolante e isolada do ouvir. Nas performances musicais — Tropicaliente, cold fresh air e Iwao convida Outronde e Improvisatórios — escutar junto é um ato de compartilhar o tempo e sincronizar experiências de atenção coletiva. Por sua vez Escultatório propõe um dispositivo de escuta coletiva e ao mesmo tempo agente de sua coletivização. CelularCoral: Dissimulation #5 propõe ressignificar a lógica dispersiva e isolante dos smartphones, provoca uma outra forma de conectividade do coletivo para compor um coro maquínico. Nessas obras, a ação coletiva determina a operação do dispositivo, ao mesmo tempo em que a própria escuta se desloca do ato individual para a coletivização da escuta.
Entre o visível e o inaudível, as obras aqui reunidas apresentam o som como “matéria”, a escuta como modo de estar presente, aqui e agora, atento ao que vibra e ao que faz vibrar.
curador Giuliano Obici
ALGO VERMELHO | BE DA MATTA GOYTAKÁ | 2026
ANDARILHAGEM SONORA - PRÓLOGO PARA A BAÍA | MARI ABREU | 2026
BERIMBAU LUZ | GIULIANO OBICI | 2026
CELULARCORAL: DISSIMULATION #5 | GIULIANO OBICI | 2026
EL GRITO DE LA TIERRA | COLECTIVO REFLUXUS Y PAVEL SHALNOV | 2026
ESCULTÁTORIO | ATELIÊ ENTREABERTO | 2026
GÁS LÍGHTÍNG | MALU HATOUM E FILIPE BRITTO (COORD.) | 2025
GAVETOLÃO DE JANGARANDÁ | GRUPO SONORO DA CASA JANGADA | 2026
PACHA | OZZO UKUMARI E RODRIGO RAMOS | 2026
PÉ DO OUVIDO | GABRIEL MARTINHO E GABRIELA SERFATY | 2026
PÉ-DE-MAR E BALEIA: CANTO E CONTRACANTO DO FUNDO E DA BEIRA | TATO TABORDA | 2026
SOAR | GIULIANO OBICI (COORD.), ANNE SANTOS, BE DA MATTA GOYTAKÁ, LEO ALVES VIEIRA, MARCELA TREVISA, MICAIO LIMA, RODRIGO RAMOS | 2026
SUCO-SULCO | SUCO-SULCO | 2025
TRANSMUTASOM: PROCESSOS ALQUÍMICOS | JOÃO VICTOR TAVARES DA SILVA, MIRIAN ALVES | 2026
VASSAGO | PEDRO RUBACK DA SILVA | 2026
SEMINÁRIO
23SET
Auditório das Pós IACS-UFF
10h | (IM)Corporações Femininas em Realidade Estendida: A imaginação como corporeidade digifeminista | Marcela Trevisan
10h30 | Chicharra Festival Nómada de Escucha: Agente de Escucha de Territorios desde una Perspectiva Ecosófica Radical | Malu Hatoum, Ebe Giovannini
11h | Arte em movimento: reflexões sobre a animação enquanto prática artística contemporânea | Rafael Costa de Melo
11h30 | Dentro do Conceito: Jogos Digitais, Ecologia do Universalimos e Mobilidade Através de Conceitos | Pedro Ruback da Silva
14h | Ondas curtas de rádio - Comunicação e escuta para além das big techs | Leo Alves
15h30 | Tactus - Cuerpos resonantes | Rodrigo Ramos
16h | Pesca atmosférica | Leo Alves Vieira
30SET
Auditório das Pós IACS-UFF
10h | Poéticas Sonoras do Ferro: Gambioluteria, Música Experimental, Ritornelo | João Victor Tavares da Silva
10h30 | Tecnodiversidade e Gambiarra: Perspectivas Arte Sonora | Giuliano Obici
11h | Arte, clínica y esquizoanálise | Gabriel Martinho
11h30 | Escuta e cosmopolítica em A Queda do Céu | Felippe Mussel
14h | Uma Conversa Sobre Música Experimetal | Vera Terra
15h30
| O Mar Volta a Buscar? Andarilhagem Sonora na Baía da Guanabara |
Mariana de Abreu Campos
16h
| Por uma cartografia sonora-afetiva de Duque de Caxias |
Anne Santos
16h30
| Ocupação Sonora Sem Terra |
Camila Machado
PERFORMANCES
BAIXADA SONORA | ANNE SANTOS, JOÃO LOURENÇO | 2026
CIBERMULHER VITRUVIANA | MARCELA C. TREVISAN, PAUL NEUGEBAUER | 2026
COLD FRESH AIR | GRIGORY DARMAN | 2026
DUETO DE BERIMBAU | JOÃO TAVARES, MIRIAN ALVES | 2026
FRESCOSOM | RODRIGO RAMOS | 2026
IWAO CONVIDA OUTRONDE E IMPROVISATORIOS | HENRIQUE IWAO, RODRIGO GIRAFA E LEO ALVES (COORD.) | 2026
TROPICALIENTE | ZAH (IZABELLA LESSA), MIRIAN PINTO ALVES DOS SANTOS E JOÃO VICTOR TAVARES DA SILVA, | 2025
OFICINAS & VIVÊNCIAS
[v1] Andarilhagem Sonora - Prólogo para a Baía
17SET 17h20 | Jardim GAIA Galeria de Artes do IACS-UFF | Mari Abreu
Esta peça sonora ou audiotour pode ser um "espetáculo para os ouvidos", ou um "curta para os ouvidos". Ativando a escuta e a imaginação através de narrações fabulativas e composições, a pessoa espectadora-público é conduzida por uma caminhada tendo como site-specific a Baía de Guanabara. Link Inscrição
[v2] Experimentação Sonora com Celulares
Em uma era em que os smartphones superam a população do país, arte pode dialogar com a tecnologia que carregamos no bolso. Esta oficina convida artistas e curiosos a explorar o potencial sonoro dos dispositivos móveis, transformando-os em instrumentos coletivos interativos localmente. Durante o encontro, os participantes serão guiados explorar microfones, alto-falantes, sensores e conexões do próprio aparelho e reinventa-los como ferramentas de expressão artística. A proposta será de uma vivência coletiva, na qual os celulares conectados se transformam em um instrumento sonoro e audiovisual. Link Inscrição
[o1] Searching Silences
O silêncio é algo que podemos perceber. Mas como ele se apresenta? Onde podemos encontrá-lo? Como criá-lo ativamente? E, talvez o mais importante: é possível encontrá-lo quando estamos à sua procura? O workshop explora essas questões em duas partes. Na primeira, partiremos em busca do silêncio pelo campus universitário. Quais lugares percebemos como silenciosos? O que ouvimos e como? Em sessões de 15 minutos, os locais serão explorados e documentados — sem microfones, pois seus filtros se desviam do silêncio percebido. Os participantes escolhem livremente a forma de documentação: desenho, escrita, pintura, escultura, composição musical ou outros meios. Na segunda parte, tentaremos criar ativamente o maior silêncio possível em um lugar barulhento. Quaisquer materiais, intervenções e ações são permitidos. Essas “receitas para o silêncio” também serão documentadas da maneira que cada participante escolher. Link Inscrição
[v3] Pesca atmosférica
Proposta de intervenção na paisagem sonora da orla da baia de Guanabara. Consiste em caminhadas com um certo número de rádios de pilha, cada um com um headphone e um gravador zoom para o participante experimentar a captura de sintonias de ondas curtas, escutando e gravando Link Inscrição
[o2] Escuta Tátil: corpo transdutor
“Escuta Tátil” é uma oficina prática e experimental que investiga o som além da audição convencional, propondo experiências de percepção vibrotátil por meio do corpo, dos objetos e das baixas frequências. A atividade integra participantes surdos e ouvintes em processos coletivos de criação sonora, utilizando microfones de contato piezoelétricos, transdutores táteis e exercícios de composição vibroacústica. A oficina parte do princípio de que o corpo funciona como uma caixa de ressonância capaz de perceber vibrações sonoras por meio da pele, dos ossos e do contato com materiais vibrantes. Inspirada em pesquisas sobre vibroacústica e escuta expandida, a atividade promove experiências sensoriais acessíveis que aproximam a arte sonora, atecnologia low-tech e a percepção corporal. Serão apresentados conceitos relacionados à escuta tátil, vibração, ressonância e vibroacústica, incluindo referências à pesquisa do musicoterapeuta Anthony Wigram e da percussionista surda Evelyn Glennie, reconhecida internacionalmente por desenvolver formas de percepção sonora por meio de todo o corpo. Link Inscrição
[o3] Gambioluteria com Captador Piezo
O microfone de contato piezoelétrico tem importante papel na história da música do século XX do pós guerra. Graças sua versatilidade e baixíssimo custo, características da gambioluteria, construção de instrumentos sonoros guiados pela lógica da gambiarrra, o piezo se popularizou no repertório da música eletrônica e experimental bem como da arte sonora. Durante a oficina os participantes conhecerão um pouco do repertório artístico que consagrou o captador piezo e aprenderão a construir seu próprio microfone de contato. Ao final os participantes serão convidados a explorar as potencialidades estéticas do captador como microfone e sensor em instalações interativas, além de poder levar para casa o microfone construído. Link Inscrição
[v4] ECOS - Experiências de Realidade Virtual e(m) Dança
[v5] Entre Seres - Experiências de Realidade Virtual e(m) Dança
Seres é uma experiência imersiva e interativa que convida o público a navegar pelo leito de um rio encantado a bordo de uma jangada, ao encontro de entidades imaginárias da floresta. A conexão ocorre por meio de gestos e movimentos: o fluxo das águas e o acesso aos povos ribeirinhos dependem diretamente da interação do participante com esse universo virtual. A cada porto, revelam-se novas formas de diálogo com a paisagem e seus habitantes. Em apenas 8 minutos, a jornada sintetiza o ciclo de um dia inteiro, partindo da manhã ensolarada até o desabrochar de uma noite estrelada, momento em que nos despedimos desses guardiões da floresta. A obra inspira-se na cosmovisão Yanomami sobre o mundo dos sonhos — um plano paralelo ao visível, habitado por espíritos ancestrais. Link Inscrição
[o4] Introdução ao desenvolvimento de games nas artes
Vivemos um Século Lúdico marcado por sistemas e organização de informação, cuja principal expressão são experiências artísticas moduláveis, personalizáveis e participativas. A atitude contemporânea *culture hacking* todos nos tornamos designers de jogos. Este workshop introduz pesquisadores e artistas às ferramentas de desenvolvimento de jogos digitais, focando nos conceitos e recursos fundamentais do software open-source Godot: cenas, AssetLib, addons, LimboAI, Script, iluminação (DirectionalLight3D), colisão (CollisionShape3D), MeshInstance3D, NavigationRegion3D, GridMap, Camera3D e modelagem de objetos básicos (cenário e personagem). Espera-se que o participante esteja apto a experimentar criativamente seus próprios projetos. Para participar não é necessário conhecimento prévio em desenvolvimento de jogos ou programação. Link Inscrição
[o5] Cacarecos Sonoros e Composição Coletiva
A oficina propõe uma investigação artística sobre escuta, materiais cotidianos e objetos descartados como disparadores para a criação de esculturas sonoras, instrumentos experimentais e composições coletivas. A partir de exercícios de percepção do entorno, os participantes exploram diferentes materialidades — industriais, naturais e descartadas — observando suas propriedades táteis, sonoras, visuais e simbólicas. O processo envolve coleta, experimentação, construção e composição, entendendo a gambiarra como prática inventiva, política e poética, e não apenas improviso técnico. Serão apresentados artistas e obras fundamentais da arte sonora e de práticas experimentais, com referências brasileiras, latino-americanas, africanas, indígenas e de perspectivas dissidentes, ampliando o repertório para além das narrativas hegemônicas. O percurso culmina na criação coletiva de uma composição sonora com os objetos produzidos. Link Inscrição
[v6] Dança para Cibermulheres
Dança para Cibermulheres é uma vivência para mulheres que une dança, expressão corporal e tecnologia. Usaremos o aplicativo MobMuPlat, que transforma sensores do celular em disparadores sonoros. Cada participante deve trazer seu próprio celular e carregador. Começamos com uma prática de consciência corporal para sensibilizar o corpo. Em seguida, apresento o app e seu funcionamento, orientando a instalação e o uso de uma pasta com sons que remetem a qualidades de movimento ligadas a tecidos e órgãos dos corpos femininos (inspirados em Alban Bartenieff e associações metafóricas): sons de água, metal e outros. Os celulares serão acoplados ao corpo com braçadeiras que disponibilizo. Depois, entramos em uma dinâmica de perguntas e respostas inspirada em Pina Bausch, com os aparelhos já no corpo. A partir daí, cada uma experimenta movimentos próprios, ativando sons pelos sensores. Assim, os corpos das mulheres se tornam corpos ciber, prontos para reinvenções de si mesmas. Link Inscrição
[o6] Encontros e Armadilhas: Jogos Musicais e Improvisação
Começaremos com um jogo musical em que os participantes exercitam chamar turnos e assim coordenar os momentos em que o grupo inicia ou termina de tocar. Esse jogo (""O homem com o dedo no nariz"") envolve tocar sons longos e tentar participar de maiores, a fim de vencer. Aos poucos, flexibilizaremos elementos, dando maior espaço para improvisação, sem perder de vista a utilização das dicas visuais que permitem articular encontros, mas também, armadilhas. Link Inscrição
[v7] Expedição a Reserva Biológica do Tinguá
Expedição a Reserva do Tinguá sera uma imersão de dois dias entre 10 e 12/10 , 7 vagas, nesse Bioma a fim de promover uma relação de escuta profunda e gravação dos sons daquela paisagem. Link Inscrição
PROGRAMAÇÃO
17SET
ABERTURA EXPOSIÇÃO 17SET~9OUT
GAIA Galeria de Artes do IACS-UFF
- 16h30 | Frescosom - Rodrigo Ramos | [p1] performance
- 17h | Escultátorio | Ateliê Entreaberto | [a3] ativação
- 17h20 | Andarilhagem Sonora - Prólogo para a Baía | Mari Abreu | [v1] vivência
- 17h50 | Dueto de Berimbau | João Victor Tavares da Silva, Mirian Pinto Alves dos Santos | [p2] performance
- 18h30 | CelularCoral: Dissimulation #5 | Giuliano Obici | [a1] ativação
- 19h | algo vermelho | Be da Matta Goytaká | [a2] ativação
OBRAS
- algo vermelho | Be da Matta Goytaká
- Andarilhagem Sonora - Prólogo para a Baía | Mari Abreu
- Baixada Sonora | Anne Santos, João Lourenço
- Berimbau Luz | Giuliano Obici
- CelularCoral: Dissimulation #5 | Giuliano Obici
- Cibermulher Vitruviana | Marcela C. Trevisan, Paul Neugebauer
- cold fresh air | Grigory Darman
- Dueto de Berimbau | João Tavares, Mirian Alves
- El Grito de la Tierra | Colectivo Refluxus y Pavel Shalnov
- Escultátorio | Ateliê Entreaberto
- Frescosom | Rodrigo Ramos
- Gás Líghtíng | Malu Hatoum e Filipe Britto (Coord.)
- Gavetolão de Jangarandá | Grupo Sonoro da Casa Jangada
- Iwao convida Outronde e Improvisatorios | Henrique Iwao, Rodrigo Girafa e Leo Alves (coord.)
- Pacha | OzZo Ukumari e Rodrigo Ramos
- Pé do ouvido | Gabriel Martinho e Gabriela Serfaty
- Pé-de-mar e baleia: canto e contracanto do fundo e da beira | Tato Taborda
- Pesca atmosférica | Leo Alves Vieira
- SOAR | Giuliano Obici (coord.), Anne Santos, Be da Matta Goytaká, Leo Alves Vieira, Marcela Trevisa, Micaio Lima, Rodrigo Ramos
- suco-sulco | suco-sulco
- Transmutasom: Processos Alquímicos | João Victor Tavares da Silva, Mirian Alves
- Tropicaliente | Zah (Izabella Lessa), Mirian Pinto Alves dos Santos e João Victor Tavares da Silva
- Vassago | Pedro Ruback da Silva
22SET
23SET
- 10h | (IM)Corporações Femininas em Realidade Estendida: A imaginação como corporeidade digifeminista - Marcela C. Trevisan | Auditório das Pós - IACS UFF | [s1] seminário
- 10h30 | Chicharra Festival Nómada de Escucha: Agente de Escucha de Territorios desde una Perspectiva Ecosófica Radical - Colectivo Refluxus (Malu Hatoum, Ebe Giovannini) | Auditório das Pós - IACS UFF | [s2] seminário
- 11h | Arte em movimento: reflexões sobre a animação enquanto prática artística contemporânea - Rafael Costa de Melo | Auditório das Pós - IACS UFF | [s3] seminário
- 11h30 | Dentro do Conceito: Jogos Digitais, Ecologia do Universalimos e Mobilidade Através de Conceitos - Pedro Ruback da Silva | Auditório das Pós - IACS UFF | [s4] seminário
- 14h | Ondas curtas de rádio - Comunicação e escuta para além das big techs - Leo Alves Vieira | Auditório das Pós - IACS UFF | [s5] seminário
- 15h30 | Tactus - Cuerpos resonantes - Rodrigo Ramos | Auditório das Pós - IACS UFF | [s6] seminário
- 16h | Pesca atmosférica - Leo Alves Vieira | Auditório das Pós - IACS UFF | [v3] vivência
24SET
- 14~18h | Escuta Tátil: corpo transdutor - Rodrigo Ramos e Marcela C. Trevisan | Sala Corpo Som Luiz Mendonça IACS-UFF | [o2] oficina
- 17h | cold fresh air - Grigory Darman | GAIA Galeria de Artes do IACS-UFF | [p3] performance
- 17h40 | Tropicaliente - Zah (Izabella Lessa), Mirian Pinto Alves dos Santos e João Victor Tavares da Silva, | GAIA Galeria de Artes do IACS-UFF | [p4] performance
29SET
30SET
- 10h | Poéticas Sonoras do Ferro: Gambioluteria, Música Experimental, Ritornelo - João Victor Tavares da Silva | Auditório das Pós - IACS UFF | [s8] seminário
- 10h30 | Tecnodiversidade e Gambiarra: Perspectivas Arte Sonora - Giuliano Obici | Auditório das Pós - IACS UFF | [s9] seminário
- 11h | Arte, clínica y esquizoanálise - Gabriel Martinho | Auditório das Pós - IACS UFF | [s10] seminário
- 11h30 | Escuta e cosmopolítica em A Queda do Céu - Felippe Mussel | Auditório das Pós - IACS UFF | [s11] seminário
- 14h | Uma Conversa Sobre Música Experimetal - Vera Terra | Auditório das Pós - IACS UFF | [s12] seminário
- 15h30 | O Mar Volta a Buscar? Andarilhagem Sonora na Baía da Guanabara - Mariana de Abreu Campos | Auditório das Pós - IACS UFF | [s13] seminário
- 16h | Por uma cartografia sonora-afetiva de Duque de Caxias - Por uma cartografia sonora-afetiva de Duque de Caxias | Auditório das Pós - IACS UFF | [s14] seminário
- 16h30 | Ocupação Sonora Sem Terra - Camila Machado | Auditório das Pós - IACS UFF | [s15] seminário
1OUT
- 14~16h | ECOS - Experiências de Realidade Virtual e(m) Dança - Concepção: Ivani Santana (Brasil) e Daniel Argente (Uruguai) Direção Artística: Ivani Santana (Brasil) Coordenador de Realidade Virtual: Daniel Argente (Uruguai) Direção Artística (realidade virtual) Inés Olmedo (Uruguai) MOCAP, Animação Avatares e interacción: Andrés Castro (Uruguai) Programação: Diego Strasser, Juan Goyret, Pablo Sedraschi (Uruguai) Modelagem: Mariana Rosado, Natalia Pardo (Uruguai) Sonoridade da realidade virtual: Bruno Boselli (Uruguai) Bailarinos: Camila Florentino, Clarissa Monteiro de Araújo, Gabriela Haddadi, Laura Silveira, Weber Cooper. | Sala Corpo Som Luiz Mendonça IACS-UFF | [v4] vivência
- 16~18h | Entre Seres - Experiências de Realidade Virtual e(m) Dança - Coordenação: Ivani Santana (Pesquisa Poéticas Tecnológicas: corpoaudiovisual / UFRJ) e Esteban Clua (MediaLab / UFF) Desenvolvedores UNITY: Gabriel Barroso, João Pedro Silva de Sá e Jean Martins do Lago Cunha Programação de áudio: Arthur Macabu Erthal Artista 3D: Maitê Zaccaro Escote. Suporte: RNP Apoio à pesquisa:CNPq e FAPERJ | Sala Corpo Som Luiz Mendonça IACS-UFF | [v5] vivência
- 18h | Cibermulher Vitruviana - Marcela C. Trevisan e Paul Neugebauer | GAIA Galeria de Artes do IACS-UFF | [p5] performance
- 18h30 | Baixada Sonora - Anne Santos e João Lourenço | GAIA Galeria de Artes do IACS-UFF | [p6] performance
8OUT
- 14h | Dança para Cibermulheres - Marcela Capitanio Trevisan | Sala Corpo Som Luiz Mendonça IACS-UFF | [v6] vivência
- 14~17h | Encontros e Armadilhas: Jogos Musicais e Improvisação - Henrique Iwao | GAIA Galeria de Artes do IACS-UFF | [o6] oficina
- 18h | Iwao convida Outronde e Improvisatorios - Henrique Iwao, Rodrigo Girafa e Leo Alves (coord.) | Jardim GAIA Galeria de Artes do IACS-UFF | [p7] performance
SOBRE
De 17 SET a 12 OUT acontece a 4ª edição do OCUPASOMA no Instituto de Artes e Comunicação
Social da Universidade Federal Fluminense (IACS-UFF) Campus Gragoatá em Niterói.
O evento, organizado e produzido pelo Grupo de Pesquisa SOMA (Som nas Artes), é um
espaço de encontro e difusão da produção artístico-acadêmica produzido pelos pesquisadores do SOMA e de seus parceiros.
Com uma programação plural e gratuita, o OcupaSoma terá as seguintes atividades:
EXPOSIÇÃO, SEMINÁRIOS, PERFORMANCES, ATIVAÇÕES, OFICINAS e VIÊNCIAS. Todas as atividades foram pensadas para
aproximar o público das práticas sonoras e artísticas contemporâneas que enfatizam criação,
escuta e pensamento crítico.
As oficinas e vivências estão com
inscrições abertas até o dia 15 de setembro, por meio de formulário online.
Convidamos você a acompanhar o perfil no Instagram:
@_soma_lab
.
Confira aqui a programação completa do evento.
Com uma programação plural e gratuita, o OcupaSoma terá as seguintes atividades: EXPOSIÇÃO, SEMINÁRIOS, PERFORMANCES, ATIVAÇÕES, OFICINAS e VIÊNCIAS. Todas as atividades foram pensadas para aproximar o público das práticas sonoras e artísticas contemporâneas que enfatizam criação, escuta e pensamento crítico.
As oficinas e vivências estão com inscrições abertas até o dia 15 de setembro, por meio de formulário online. Convidamos você a acompanhar o perfil no Instagram: @_soma_lab . Confira aqui a programação completa do evento.
ARTISTAS
ANNA SHPAK, HANNAH NELSEN, LEA BABEL
ANNE SANTOS, JOÃO LOURENÇO
ANNE SANTOS, Duque de Caxias/RJ. Formada em Ciências Sociais (UFF). Mestranda no Programa de Estudos Contemporâneos das Artes (PPGCA UFF). Artista fluminense com atuação na área de sonoridades, com ênfase no cinema e performance sonora. Atua nas esferas do som direto, curadoria, cineclube, formação e direção. Integrante do grupo de pesquisa em arte sonora Soma Rumor. Desde 2010 até o presente, participa do coletivo Mate com Angu. Atualmente, desenvolve a pesquisa sobre Cartografia sonora-afetiva de Duque de Caxias. Reside na zona portuária do Rio de Janeiro. JOÃO LOURENÇO, São Raimundo Nonato/PI. É um artista radicado no RJ. Participou como baixista na gravação do disco ""Queda Livre"" (2024) do Caxtrinho (QTV Selo). Também como baixista, tem acompanhado o grupo ""Onda de Beleza Natural"" que mistura gêneros de guitarra nortista brasileira com improviso free noise. Entre 2023 e 2024 realizou o filme ""Bacia dos Sonhos"" com Anne Santos pela residência ""Cinema Lab Expandido"" (Cinemateca MAM). Tem-se dedicado aos estudos na música e no cinema.
ATELIÊ ENTREABERTO
O Ateliê Entreaberto é um grupo de investigação e invenção criado em 2023, no qual arte e clínica se encontram para se contaminar e experimentar novos modos de estar em grupo. Em encontros semanais, trabalhamos com proposições, que articulam corpo, escuta, cuidado, por meio de linguagens artísticas como arte sonora, performance, vídeo, colagem, desenho. A cada proposta, busca-se inventar um território coletivo aberto ao inesperado, à multiplicidade e aos impulsos que surgem no encontro.
BAÍA BAHIA
João Tavares e Mirian Alves criaram juntos o duo Baía Bahia, a partir do encontro de suas águas que aconteceu em 2025 no Instituto de Artes e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense, na beira da Baía de Guanabara. O casal reconheceu a origem familiar semelhante que remete as vivências caiçaras de seus ancestrais do litoral do norte da Baía. Assim nasceu Baía Bahia, um projeto cocriado cuja proposta é mergulhar nessa confluência de águas através de trabalhos audiovisuais, música experimental e sound art.
BE DA MATTA GOYTAKÁ
CAMILA MACHADO
COLECTIVO REFLUXUS Y PAVEL SHALNOV
FELIPPE MUSSEL
GABRIEL MARTINHO, GABRIELA SERFATY
GIULIANO OBICI
GRIGORY DARMAN
GRUPO SONORO DA CASA JANGADA
HENRIQUE IWAO
IVANI SANTANA
JOÃO VICTOR TAVARES DA SILVA
LEO ALVES
MALU HATOUM E FILIPE BRITTO
MARCELA C. TREVISAN
MARI ABREU
MICAIO LIMA
RAFAEL COSTA DE MELO
RAQUEL STOLF
OZZO UKUMARI
PAUL NEUGEBAUER
PEDRO RUBACK DA SILVA
RODRIGO GIRAFA
RODRIGO RAMOS
SUCO-SULCO
VERA TERRA
TATO TABORDA
ZAH (IZABELLA LESSA)
EQUIPE
GT Exposição: Rodrigo Ramos, Be da Matta Goytaká, Izabella Lessa, Malu Hatoum, Micaio Pereira De Lima, Nubia Mobo, Marcela C. Trevisan,
GT Oficinas: João Victor Tavares da Silva, Marcela C. Trevisan, Pedro Ruback da Silva, Leo Alves
GT Seminário: Gabriel Martinho, Mari Abreu
GT Performance: Anne Santos, Marcela C. Trevisan, João Victor Tavares da Silva, Leo Alves , Mari Abreu, Rodrigo Ramos
Produção Executiva: Clarice Nilles, Micaio Pereira De Lima
Comunicação e Redes Sociais: Nubia Mobo, Clarice Nilles
Design: Izabella Lessa
Apoio e Produção: Anne Santos, Be da Matta Goytaká, Camila Machado, Felippe Mussel, Gabriel Martinho, Grigory Darman , Hannah Nelsen, Anna Shpak, Lea Babel, João Victor Tavares da Silva, Leo Alves , Malu Hatoum, Marcela C. Trevisan, Mariana de Abreu Campos, Nubia Mobo, Pedro Ruback da Silva, Prütti, Rodrigo Ramos